Inspirada em Moby Dick, a Pequod Assessoria de Investimentos leva o espírito do navio de Herman Melville para o mercado de capitais: coragem, propósito e busca pelos sonhos dos clientes
Matéria publicada na edição 225 da revista NORDESTE. Leia abaixo ou acesse pelo app clicando aqui
Por Luciana Leão
Em um mercado repleto de incertezas — com juros voláteis, tensões geopolíticas e mudanças constantes na economia global —, como se equilibrar financeiramente nesse mar revolto de riscos e oportunidades? Talvez a resposta esteja em navegar com propósito e direção. Inspirada no romance Moby Dick, escrito em 1851 pelo norte-americano Herman Melville, a Pequod Assessoria de Investimentos nasceu do desejo de seus fundadores de transformar sonhos em conquistas reais.
No clássico literário, a Pequod é o navio que parte em uma jornada obsessiva atrás da baleia branca, símbolo dos grandes objetivos e ambições humanas. Para a empresa nordestina, fundada em 2019 por Diogo Velho Barreto, Arthur Alencar, Eduardo Malheiros, Pedro Pessoa e Rodrigo Pinho, todos pernambucanos, o nome é mais que uma homenagem: é uma filosofia.
“No livro de Melville, a baleia representa os sonhos. A gente quer ser essa ponte para a realização dos sonhos dos nossos clientes”, explica Diogo Velho Barreto, sócio-fundador da Pequod, em entrevista exclusiva à Revista NORDESTE.
A analogia não para aí. O autor americano, ao retratar os tripulantes como sócios da embarcação, criou — como observa Diogo — “a primeira partnership da literatura”, uma metáfora perfeita para o modelo de sociedade e colaboração que sustenta a empresa. Até mesmo a identidade visual da Pequod reflete esse espírito náutico, símbolo de direção, coragem e disciplina.
Do Nordeste para o topo do país
Em menos de sete anos, a Pequod saiu do cais nordestino para ocupar o topo do mercado nacional. Em 2025, foi reconhecida na Expert XP, maior evento de investimentos da América Latina, como uma das grandes vencedoras do Brazil Advisor Awards, conquistando cinco prêmios — entre eles o de Melhor Escritório de Investimentos do Brasil e Melhor Escritório do Nordeste.
A empresa também ficou em 2º lugar como Melhor Escritório Private do Brasil (categoria P15), recebeu reconhecimento no G20 entre as 20 maiores assessorias do país e teve destaque individual com o sócio-fundador Pedro Pessoa, que conquistou a 14ª colocação entre os 100 melhores assessores de investimentos do Brasil.
Com 2.600 clientes ativos, R$ 4 bilhões sob custódia — sendo cerca de R$ 300 milhões no exterior — e presença em Recife, Caruaru, Fortaleza e Maceió, a empresa projeta 38% de crescimento em ativos em 2026. A parceria com a XP Investimentos, maior instituição financeira independente da América Latina, fortalece ainda mais sua estrutura.
“Apesar de a empresa ter poucos anos, os sócios trazem mais de duas décadas de experiência no mercado. Isso nos permite colocar o cliente no centro da estratégia e construir relações duradouras”, afirma Diogo.
O Nordeste que investe
A ascensão da Pequod reflete também uma transformação silenciosa na economia regional: o avanço da cultura de investimentos no Nordeste. Para Diogo, o perfil do investidor nordestino vem amadurecendo rapidamente.
“O Nordeste ainda é uma região em desenvolvimento, mas avançou muito. Com a chegada de multinacionais e o fortalecimento de grupos locais, aumentou o número de pessoas e empresas com capacidade de investir. Nosso público é formado por empresários, profissionais liberais, médicos, advogados — gente que construiu patrimônio e agora busca gestão e estratégia de longo prazo.”
A maior diferença entre as praças, segundo ele, é o número de pessoas que já investem de fato e de potenciais investidores do mercado financeiro. Recife (com 1,5 milhão de habitantes) e Fortaleza (com 2,5 milhões), por exemplo, se destacam nesse panorama por serem grandes capitais, de estados que têm uma economia mais complexa e mais dinâmica.
Apesar de serem cidades de uma mesma região, entender as peculiaridades econômicas, sociais e culturais de cada praça é um fator crítico de sucesso. Por isso, uma das bases da Pequod Investimentos é ter sócios que sejam oriundos da própria praça para um atendimento personalizado, o que, segundo ele, garante “proximidade real”, uma “curadoria” com o cliente, como o executivo explica.
Recife e Fortaleza lideram em volume de investidores, mas cidades médias como Caruaru e Maceió demonstram um crescimento expressivo e um perfil de investidor que valoriza o contato direto, a confiança e o relacionamento humano.
“Esse contexto é bastante perceptível em todas as praças em que temos escritório – Recife, Fortaleza, Maceió e Caruaru – e em capitais nordestinas onde nossas operações vêm crescendo, como Salvador”, acrescenta o gestor.
O futuro da navegação financeira
A trajetória da Pequod mostra que o Nordeste pode ser, também, protagonista no mercado financeiro. Mas os desafios ainda existem — e um deles é a formação de talentos.
“Há uma escassez de mão de obra qualificada no setor financeiro da região. Isso é um desafio, mas também uma oportunidade de formar pessoas com o nosso DNA corporativo”, avalia Diogo.
O plano da Pequod é crescer de forma sustentável, com base sólida e foco na qualidade do atendimento, mais do que no volume de ativos.
“Tomamos a decisão estratégica de não ir com excesso de sede ao pote. Estamos crescendo, de forma sustentável e com visão de longo prazo, num ritmo compatível com a nossa capacidade e tendo a qualidade da entrega – a melhor gestão do patrimônio do cliente – como parâmetro. Isso é bem diferente de olhar apenas para a evolução da carteira sob nossa custódia. Preferimos assim: não necessariamente ser a maior assessoria, mas a que é considerada a melhor pelos nossos investidores” complementa.
Assim como a embarcação de Melville, a Pequod segue navegando — não em busca de uma baleia mítica, mas da realização de sonhos reais.
Num mar onde poucos ousam permanecer, a empresa prova que é possível unir razão, coragem e propósito para transformar o ato de investir em uma jornada de confiança e humanidade.

