Brasil lidera TV 3.0 com status global

Saiba como novo modelo em fase híbrida eleva patamar das Comunicações brasileiras no mundo

Leia abaixo ou acesse a entrevista aqui

 

Por Walter Santos

A cena brasileira das telecomunicações convive há dias com a entrega de um projeto em execução capaz de levar o Brasil à vanguarda no Mundo a partir da nova TV 3.0 lançada recentemente pelo presidente Lula já repercutindo em nível internacional. Quem explica tudo é o Ministro das Comunicações, Frederico Siqueira em entrevista Exclusiva. leiamos:

Revista NORDESTE: O mundo vive o tempo de interatividade. De que forma a nova tecnologia permite conceito interativo real no país, a partir da TV 3.0?

Ministro Frederico Siqueira – A TV 3.0 eleva a TV aberta a um novo patamar deinteratividade ao integrar a radiodifusão com a internet, permitindo que o telespectador participe ativamente do conteúdo em tempo real — escolhendo ângulos de câmera, acessando informações adicionais, interagindo com programas, votações e serviços, além de ter recomendações personalizadas.

NORDESTE – Qual o efeito imediato?

Ministro Frederico Siqueira – Assim, a TV deixa de ser apenas um canal de recepção passiva e se transforma em uma plataforma dinâmica de engajamento, conectando radiodifusão, internet e serviços digitais em uma única experiência, democratizada na gratuidade da televisão aberta. Isso é um grande avanço, que vai beneficiar, na ponta, o telespectador. E é esse o objetivo do governo do presidente Lula: tomar decisões e implementar políticas públicas que mudem a vida do cidadão.

NORDESTE – O Sr. como especialista da área, como diferencia o atual sistema de TV com o novo 3.0? O que muda para valer?

 

Ministro Frederico Siqueira – A TV 3.0 representa um salto em relação à TV Digital como a conhecemos: enquanto a atual oferece apenas transmissão digital em alta definição e interatividade limitada, a nova geração traz qualidade 4K e 8K com HDR (High Dynamic Range, tecnologia de imagem que reproduz detalhes em cenas com alto contraste, resultando em imagens mais naturais e realistas), áudio imersivo, uso mais eficiente do espectro, possibilidade de segmentação de conteúdo, funcionalidades específicas de acessibilidade, alertas segmentados por região para situações de emergência e, sobretudo, a convergência entre transmissão aberta e internet.

NORDESTE – Na prática, qual a consequência imediata?

Ministro Frederico Siqueira – Isso transforma a TV em uma plataforma híbrida, personalizada e interativa, que preserva o alcance universal da radiodifusão e ao mesmo tempo incorpora as possibilidades do ambiente digital, elevando a experiência do telespectador e fortalecendo a indústria nacional.

NORDESTE – Como a nova tecnologia faz o Brasil liderar a inovação em termos de América Latina?

Ministro Frederico Siqueira – O Brasil foi o primeiro país latino-americano a adotar um padrão de televisão digital, em 2007. O mesmo padrão posteriormente fora adotado por outros 8 países na américa latina. Para a TV 3.0, o Brasil também se torna um dos pioneiros, não só no continente americano, mas em todo o mundo, ao adotar, em 2025, um padrão de televisão de terceirageração.

NORDESTE: Como o Ministério das Comunicações contribui desde lá atrás com os vários núcleos e segmentos tecnológicos para formatação desse modelo de TV?

Ministro Frederico Siqueira – O papel do Ministério é sobretudo o de fomentar o desenvolvimento do padrão e regulamentar a sua utilização pelas emissoras. Nesse sentido, o Ministério das Comunicações financiou a realização dos testes de campo e laboratório das tecnologias candidatas à compor a TV 3.0 brasileira, realizados sobre a coordenação do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (Fórum SBTVD), a fim de avaliar qual atende melhor às necessidades brasileiras. O Fórum SBTVD é organismo não-governamental criado para assessorar o Governo Brasileiro em temas de televisão digital, e conta com a participação do setor de radiodifusão, indústria e da academia.

NORDESTE – De que forma todo esse contexto também afeta a questão da soberania nacional?

Ministro Frederico Siqueira – A TV 3.0, fruto do trabalho conjunto da academia, indústria e profissionais brasileiros, reforça a soberania nacional ao adaptar e integrar padrões nacionais e internacionais às necessidades específicas do país, garantindo autonomia no desenvolvimento, evolução e uso do padrão.

Assim, o controle sobre a arquitetura, a regulamentação e a aplicação da tecnologia estão em mãos brasileiras, o que protege dados estratégicos, estimula a indústria local, fortalece nossa cultura e amplia a influência do Brasil no cenário tecnológico e geopolítico. O presidente Lula, em todos os seus governos, foi pioneiro e inovador em diversas áreas e setores da sociedade brasileira. E na TV 3.0 não é diferente. Sob a sua liderança, por meio dos Ministério das Comunicações, construímos um profundo diálogo com todos os setores envolvidos, fazendo com que esse novo padrão se torne referência em todo o mundo.

NORDESTE – O mundo convive com implementação diferenciada pelo governo brasileiro da TV 3.0 para o segmento de TV aberta. Como o Sr. analisa o significado desse evento para o País de agora em diante, sobretudo depois de junho de 2026?

Ministro Frederico Siqueira – Com a publicação do Decreto nº 12.595/2025, a implementação do padrão da TV 3.0 projeta o País a um novo patamar tecnológico e estratégico ao permitir que, a partir de junho de 2026, quando acontecerá a copa do mundo de futebol, milhões de brasileiros tenham acesso a uma experiência de comunicação híbrida, interativa e de altíssima qualidade, preservando o alcance universal da radiodifusão ao mesmo tempo em que integra as possibilidades do ambiente digital.

É importante, contudo, ressaltar que: o processo de transição prevê que ambos os sinais (TV Digital convencional e TV 3.0) permanecerão funcionando, inicialmente, de forma paralela e simultânea, garantindo, assim, que nenhum brasileiro seja prejudicado com a entrada da nova tecnologia; a entrada em operação da TV 3.0 será, em um primeiro momento, voluntária para as emissoras, de modo que a sua implantação se dará de forma paulatina e planejada de acordo com a capacidade de investimentos das emissoras, tal como acontece em qualquer mudança de padrão tecnológico.

NORDESTE – O MCOM ainda vive com ações básicas para consolidar o acesso nos vários ambientes do Brasil a partir do 5G. Como conviver nessas condições permitindo TV 3.0?

Ministro Frederico Siqueira – Toda implementação de nova tecnologia é feita de forma planejada, tal como se vê no caso do 5G. No caso da TV 3.0, não será diferente. Todavia, a TV 3.0 promoverá uma opção para conteúdos digitais, além de promover a já conhecida radiodifusão livre, aberta, gratuita e de amplo alcance.

Um ponto que é importante ressaltar é que, ainda que não haja conectividade disponível na localidade, o usuário da TV 3.0 poderá desfrutar de diversas funcionalidades dessa nova forma de fazer TV. E tudo isso tem um único objetivo, que é um compromisso do governo Lula, de proporcionar a todos os brasileiros e brasileiras, o maior acesso possível a informação de qualidade, prestação de serviço, à cultura e entretenimento, especialmente nas regiões mais remotas do país.

 

 

*Entrevista publicada na edição 224, da Revista NORDESTE
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Redacao RNE

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