BNB faz projeções dos recursos do FNE para os nove estados da região em 2026

O Banco do Nordeste (BNB) anunciou nesta semana a programação de aplicação do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para 2026. Serão R$ 52,6 bilhões destinados aos estados nordestinos, além do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo — um crescimento de 11,1% em relação a 2025. Os anúncios ocorrem em todos os estados por meio das Superintendências estaduais do banco federal.

A distribuição leva em conta diretrizes do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), com foco na democratização do crédito, apoio a pequenos produtores rurais, micro e pequenas empresas, agricultura familiar e empreendedorismo feminino.

Entre os estados que se destacam na programação estão Bahia, Ceará e Pernambuco, que juntos concentram uma fatia expressiva dos recursos.

Confira a seguir os estados que já tem seus recursos estimados:

Alagoas: R$ 2,8 bilhões para 2026

Alagoas contará com R$ 2,82 bilhões em recursos do FNE, alta de 11% frente ao orçamento de 2025.

A distribuição dos recursos por setores: infraestrutura (R$ 767 mi), pecuária (R$ 682,5 mi), comércio e serviços (R$ 559,9 mi), agricultura (R$ 325,7 mi), indústria e agroindústria (R$ 298,1 mi), turismo (R$ 191,3 mi)e pessoa física (R$ 12,6 mi).

Bahia: R$ 10,5 bilhões aplicados em 2025 e expectativa de expansão

Na Bahia, o BNB já desembolsou R$ 10,5 bilhões entre janeiro e agosto de 2025, 21% acima do mesmo período de 2024. Desse total, R$ 8,1 bilhões vieram do FNE.

Os recursos foram aplicados em agronegócio, comércio, serviços, turismo, infraestrutura e microcrédito — com destaque para os programas Crediamigo e Agroamigo, que juntos liberaram R$ 2,8 bilhões em mais de 500 mil operações.

A expectativa é de ampliar a pulverização do crédito em 2026, com foco em inovação, energias renováveis e exportações. 

O evento de programação acontecerá na próxima segunda-feira (29). 

Ceará: R$ 7 bilhões, maior valor já destinado ao estado

O Ceará terá o maior volume  em 2026, com R$ 7 bilhões, equivalente a 13,4% de todo o fundo. O montante é recorde e representa alta de 11,1% em relação ao ano anterior.
Principais destinações: comércio e serviços (R$ 2,1 bi), infraestrutura (R$ 1,5 bi), pecuária (R$ 1,3 bi), indústria e agroindústria (R$ 1,3 bi), agricultura (R$ 440 mi), turismo (R$ 211,9 mi) e pessoa física ( R$ 35,3 mi). 

Pernambuco: R$ 6,27 bilhões, aumento de 18,3%

Em Pernambuco, o orçamento de R$ 6,27 bilhões corresponde a quase 12% do total do FNE e representa crescimento de 18,3% em relação a 2025.
Setores em destaque: infraestrutura (R$ 1,48 bi), pecuária (R$ 1,33 bi), comércio e serviços (R$ 1,31 bi), indústria e agroindústria (R$ 1,16 bi), agricultura (R$ 758,6 mi), turismo (R$ 185 mi)  e ainda pessoa física (R$ 34,2 mi).

Rio Grande do Norte: R$ 3,7 bilhões previstos

O Rio Grande do Norte terá R$ 3,7 bilhões do FNE em 2026, valor 9,3% maior que em 2025.
Setores prioritários: energia eólica e solar (R$ 1,455 bi), comércio e serviços (R$ 727,7 mi), pecuária (R$ 681,1 mi),  indústria e agroindústria (R$ 490,7 mi), agricultura (R$ 167,8 mi), turismo (R$ 150,8 mi) e pessoa física (R$ 31,2 mi).
O estado se destaca pelo papel estratégico na transição energética e na exportação de frutas.

Demais estados:

Maranhão (R$ 5,5 bilhões), Piauí, (R$ 5,2 bilhões), Paraíba (R$ 3,3 bilhões), Minas Gerais (R$ 3,2 bilhões),  Sergipe (R$ 2,7 bilhões) e Espírito Santo (R$ 1,3 bilhão).

Diretrizes regionais

O fundo segue diretrizes que determinam limites e prioridades:

  • até 35% para infraestrutura;
  • mínimo de 70% para portes prioritários;
  • no mínimo 50% para produtores rurais e empreendedores em microrregiões prioritárias;
  • mínimo de 5% em cada estado (exceto Espírito Santo, com 1,5%).

Para 2026, o foco de aplicação dos recursos do FNE será voltado principalmente a projetos que promovam a agricultura familiar e a agroindústria; energias renováveis; indústria de transformação e inovação; infraestrutura; Novo PAC; serviços digitais e tecnológicos; saúde, educação e assistência social; turismo, cultura e economia criativa.

 

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Ana Júlia Silva

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