Barroso reage a críticas e nega existência de “ditadura do Judiciário” no Brasil

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), respondeu nesta segunda-feira (18) às acusações de que a Justiça brasileira estaria impondo uma “ditadura”. Em evento realizado em Cuiabá, o magistrado classificou a afirmação como “imprópria e injusta”.

“Só afirma isso quem nunca viveu uma ditadura. Ditaduras são regimes políticos com falta de liberdade, em que há censura, pessoas que são aposentadas compulsoriamente. Nada disso acontece no Brasil”, declarou Barroso.

O presidente do STF também afastou rumores sobre uma eventual saída da Corte após deixar a chefia do tribunal. “Não estou me aposentando, estou feliz da vida”, afirmou. Ele será sucedido no comando do Supremo em 29 de setembro pelo ministro Edson Fachin, enquanto Alexandre de Moraes assumirá a vice-presidência.

Nos últimos meses, a Corte tem sido alvo de críticas de autoridades americanas e de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em Washington, a acusação é de que o tribunal brasileiro viola a liberdade de expressão em decisões envolvendo plataformas digitais e na condução de processos relacionados ao 8 de janeiro de 2025, quando bolsonaristas invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

com Agência Brasil

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Wallyson Costa

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