Alerta: TCU recebe avaliações de 131 pontes no Nordeste; 80 estão em condições precárias

Por Luciana Leão

A Consulta Pública aberta em fevereiro deste ano pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na percepção dos cidadãos/usuários e finalizada dia 30 de abril sobre a situação das pontes no Brasil, em qualidade e segurança apontou que, das 485 avaliações enviadas, 131 estão localizadas no Nordeste. Destas, 80 foram mal avaliadas, com atenção maior para os estados do Maranhão, Piauí, Pernambuco, Bahia e Paraíba (ver números e localidades por estado abaixo), sendo o maior número de estruturas em situação de alerta, localizadas no Maranhão.

Em nota à reportagem da Revista NORDESTE,  o TCU esclareceu que o Brasil tem atualmente cerca de 6 mil pontes nas rodovias federais, somando as que estão sob a responsabilidade do Governo Federal e aquelas sob a gestão da iniciativa privada.

No Nordeste, o banco de dados do Governo Federal reúne o total de pontes cadastradas conforme informações a seguir: Alagoas (121), Bahia (459), Ceará (316), Maranhão (222), Paraíba (251), Pernambuco (470), Piauí (184), Rio Grande do Norte (158) e Sergipe (68).

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Confira abaixo quantas pontes por Estado receberam avaliações do cidadão. Em negrito, os que mereceram maior atenção na consulta pública:

Alagoas – 2 avaliações, todas neutras (Ponte Divaldo Suruagy e Ponte sobre o Vale do Reginaldo);

Bahia – 23 avaliações, 14 pontes mal avaliadas;

Ceará – 23 avaliações, 6 pontes mal avaliadas;

Maranhão – 44 avaliações, 33 pontes mal avaliadas;

Paraíba – 5 avaliações, 2 pontes mal avaliadas;

Pernambuco – 8 avaliações, 6 pontes mal avaliadas;

Piauí – 24 avaliações, 19 mal avaliadas;

Rio Grande do Norte – 1 ponte mal avaliada (Ponte Gilson Alves da Silva)

Sergipe – 1 avaliação neutra (Ponte de integração Sergipe/Alagoas)

Consulte aqui quais pontes no Nordeste foram mal avaliadas.

Como foi feita a avaliação pelo cidadão

A partir de questionário, disponível na página do TCU, os cidadãos puderam relatar aspectos relacionados à conservação das pontes, como iluminação, sinalização, largura das vias e a presença de rachaduras, além de expressar sua percepção de segurança ao trafegar por elas.

Entre as observações apontadas pelos usuários destacam-se: ocorrência de acidentes por falta de manutenção; pontes antigas, com defeitos aparentes e reparos superficiais; rachaduras, buracos, falta de sinalização e vias mal-iluminadas; pontes caídas que não foram reconstruídas, outras interditadas total ou parcialmente; falta de calçada para pedestres e ciclovias.

Próximos passos

Os dados relacionados às rodovias federais obtidos na consulta serão acrescentados às informações técnicas obtidas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

As informações vão auxiliar auditoria do TCU sobre a gestão de manutenção da malha rodoviária federal. Em nota, o TCU informou que, não há previsão de quando a auditoria será iniciada”.

A fiscalização abrangerá tanto rodovias administradas diretamente pela União quanto trechos concedidos à iniciativa privada. No caso de pontes estaduais ou municipais, os dados serão apresentados aos tribunais de contas locais para que avaliem as providências necessárias, acrescenta o órgão federal.

 

 

 

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Luciana Leão

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