Escalada geopolítica pressiona energia, acelera inflação e pode encerrar ciclo de queda dos juros no Brasil
O principal destaque desta terça-feira, 7 de abril, é o aumento das tensões geopolíticas após o ultimato do governo Trump ao Irã, previsto para esta noite. O movimento já provoca reações relevantes nos mercados, com o preço do petróleo Brent voltando a superar os US$ 110 por barril.
As consequências inflacionárias desse choque começam a se espalhar rapidamente. Nos Estados Unidos, o preço da gasolina já se aproxima de US$ 4 por galão, ante cerca de US$ 2,80 anteriormente. Trata-se de uma alta expressiva que impacta diretamente o custo de vida das famílias e tende a pressionar os índices de inflação.
Nesse contexto, os dados de inflação referentes a março — que começam a ser divulgados ao longo desta semana, tanto no Brasil (IPCA) quanto nos Estados Unidos — devem refletir uma deterioração relevante. O processo inflacionário, que já era perceptível em tempo real para analistas e economistas, tende agora a se tornar evidente também para a população em geral.
A percepção de alta de preços já está disseminada, especialmente em itens sensíveis como combustíveis. Nos Estados Unidos, o custo para encher o tanque de um veículo praticamente dobrou, reforçando o impacto direto desse choque sobre o consumo das famílias.

