O Conselho de Segurança da ONU vetou nesta terça-feira (7), uma resolução que pedia a liberação da navegação no Estreito de Ormuz. O texto, redigido pelo Bahrein e apoiado pelos países do Conselho de Cooperação do Golfo, solicitava segurança marítima, proteção da infraestrutura civil e a necessidade de salvaguardar a liberdade de navegação.
Na votação, a proposta recebeu 11 votos a favor, dois contra e duas abstenções. A aprovação foi impedida, devido aos votos contra da China e Rússia, dois membros permanentes do Conselho, que possuem poder de veto.
As interrupções no Estreito de Ormuz ocorrem desde o agravamento do conflito no Oriente Médio, após ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã, seguidos de retaliações iranianas em 28 de fevereiro.
A situação afeta o fornecimento global de energia, já que cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo passam pela rota, considerada estratégica para o comércio internacional. As tensões recentes elevaram os riscos à navegação e ampliaram as preocupações sobre o abastecimento energético global.
Presidência rotativa
Em seu discurso ao Conselho de Segurança após a rejeição do texto, o ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid al Zayani, que presidiu a sessão, lamentou a falha do Conselho em aprovar a resolução e disse que isso não irá mudar a grave realidade que ocorre na região, no momento.
Ele afirmou que a credibilidade do Conselho de Segurança está em jogo. O Bahrein ocupa a presidência rotativa do órgão neste mês de abril.
O Conselho tem 15 países-membros dos quais cinco são permanentes com poder de veto.
Para que uma resolução seja adotada, ela deve receber pelo menos nove votos a favor e nenhum veto dos cinco membros permanentes: China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos.
*Com ONU News

