O cenário político nacional sofreu um forte impacto. Gilberto Kassab anunciou sua saída do governo de Tarcísio de Freitas, alegando incompatibilidade entre o cargo e a intensa agenda política de 2026.
A nota oficial foi diplomática, destacando avanços do governo e gratidão. Mas, na prática, o movimento é estratégico. Kassab deixa a Secretaria de Governo em um momento crucial, abrindo espaço para atuar diretamente na articulação eleitoral.
O recado é claro: o PSD quer protagonismo.
Mesmo reafirmando apoio à possível reeleição de Tarcísio, Kassab sinaliza que o partido pretende construir um projeto nacional próprio, com candidato à presidência e maior independência no jogo político.
Nos bastidores, a leitura é direta: não se trata apenas de saída administrativa — é reposicionamento de poder.
A decisão levanta uma dúvida central: Tarcísio perde um aliado-chave ou ganha liberdade para avançar em um projeto ainda maior?
Enquanto isso, o xadrez político se reorganiza. Alianças começam a se mover, estratégias são redesenhadas e a disputa por 2026 entra em nova fase.
Uma coisa é certa: ninguém deixa um governo forte por acaso.

