Páscoa 2026: Cesta básica da data sobe abaixo da inflação, apesar do alta do chocolate

A Páscoa deve pesar menos no bolso dos brasileiros em 2026. Segundo os cálculos feitos pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), baseados no IPCA-15, os alimentos mais procurados para a data tiveram uma alta de 0,59%, abaixo da inflação acumulada até fevereiro, de 4,1%. 

A elevação dos preços também é menor do que a da Páscoa anterior, em que esses mesmos produtos subiram 2,45%, segundo a FecomercioSP.

O estudo analisou 14 produtos típicos da Páscoa — como chocolates, peixes, vinho e pães — e calculou a variação média de preços desses itens em comparação com a inflação geral do país.

Chocolate mais caro

No entanto, o chocolate, principal item de consumo na Páscoa, está mais caro: os preços subiram 26,11% em um ano, depois de terem registrado variação de 15,6% na Páscoa do ano passado, para os tipos de barra e os bombons.

A alta do chocolate é explicada pelo aumento do preço do cacau no mercado internacional desde 2024. Como o IBGE não acompanha os preços de ovos de Páscoa, por serem sazonais, a tendência é que sigam o encarecimento do chocolate.

Por outro lado, outros itens que possuem pesos relevantes na cesta ajudaram a conter a inflação. O arroz caiu 28% em ano, o azeite teve retração de 24,12% (depois de uma elevação de 18%, em 2025). Além disso, o alho (-21,5%) e o ovo (-5,14%) também sofreram redução. 

São Paulo com cesta mais cara

Na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), a Cesta de Páscoa deve ter alta de 3,48%, segundo a FecomercioSP — ainda abaixo do IPCA local, de 4,69% em 12 meses. Em 2025, a alta havia sido de 4,38%.

O principal impacto vem do chocolate, que subiu 26,74% (barras e bombons) e 22,57% (achocolatado). Também pesaram o tomate (15,35%) e a azeitona (7,53%). Por outro lado, o azeite de oliva teve queda de 25,49%, ajudando a conter o avanço da cesta.”

Para a FecomercioSP, os dados indicam uma Páscoa positiva para o varejo. Os brasileiros ainda estão sustentados por um mercado de trabalho aquecido que, por sua vez, mantém a dinâmica econômica ativada. Os chocolates tendem a sofrer maior impacto na demanda, já que os preços mais altos devem levar consumidores a rever compras.

 

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Ana Júlia Silva

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