A taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro atingiu 5,8%, valor acima do trimestre móvel terminado em novembro, quando era de 5,2% e caiu 1,0 p.p. ante o trimestre móvel de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025 (6,8%).
| Indicador/Período | Dez-jan-fev 2026 | Set-out-nov 2025 | Dez-jan-fev 2025 |
|---|---|---|---|
| Taxa de desocupação | 5,8% | 5,2% | 6,8% |
| Taxa de subutilização | 14,1% | 13,5% | 15,7% |
| Rendimento real habitual | R$3.679 | R$3.606 | R$3.495 |
| Variação do rendimento habitual em relação a: | 2,0% | 5,2% | |
A população ocupada (102,1 milhões) registrou queda de 0,8% no trimestre (menos 874 mil pessoas) e aumento de 1,5% no ano (mais 1,5 milhão). O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,4%, com queda de 0,6 no trimestre (59,0%) e crescendo 0,4 p.p. no ano (58,0%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, atribuiu a redução ao comportamento sazonal, ou seja, típico da época do ano, principalmente nas áreas de educação e saúde.
“Parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade.”
Informalidade
A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,3 milhões de trabalhadores informais), contra 37,7% (ou 38,8 milhões) no trimestre encerrado em novembro e 38,1% (ou 38,4 milhões) no trimestre de dezembro de 2024 a janeiro de 2025.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.679) cresceu 2,0% no trimestre e 5,2% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 371,1 bilhões) ficou estável no trimestre e cresceu 6,9% (mais R$ 24,1 bilhões) no ano.
Taxa de desocupação – Brasil – 2012/2026

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026 chegou a 108,4 milhões de pessoas, permanecendo estável frente ao trimestre comparável anterior e ante o mesmo trimestre móvel do ano anterior.
A análise da ocupação por grupamentos de atividade ante o trimestre de setembro a novembro de 2025 mostrou que não houve crescimento em qualquer grupamento.
Frente ao trimestre de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025, foi observado aumento nos grupamentos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (4,0%, ou mais 504 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,5%, ou mais 808 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
Rendimento
Apesar da elevação recente na taxa de desocupação, o rendimento médio mensal do trabalhador no trimestre encerrado em fevereiro atingiu R$ 3.679, o maior já registrado, ficando 2% acima do trimestre encerrado em novembro de 2025 e 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Esse valor é real, ou seja, já desconta a inflação dos períodos de comparação.
“O crescimento do rendimento vem sendo impulsionado pela grande demanda de trabalhadores, acompanhada de tendência de maior formalização em atividades de comercio e serviços”, afirmou Adriana Beringuy.

