A Bahia consolida sua posição como um dos principais polos de atração de investimentos industriais e de energia limpa no país, com uma carteira bilionária de projetos voltados à economia verde, à geração de empregos e à interiorização do desenvolvimento.
Entre 2023 e 2025, o Estado registrou a criação de 251 mil empregos formais, resultado de políticas públicas voltadas à expansão produtiva, ao fortalecimento do ambiente de negócios e à diversificação da matriz econômica.
A estratégia estadual combina incentivos à indústria, segurança jurídica e estímulo ao empreendedorismo, com foco em reduzir desigualdades regionais e ampliar oportunidades de trabalho. O modelo aposta na integração entre crescimento econômico e sustentabilidade, alinhando a agenda industrial às demandas da transição energética e da economia de baixo carbono.
“O crescimento econômico precisa ser medido pela capacidade de gerar oportunidades e melhorar a vida das pessoas, especialmente jovens e pequenos empreendedores”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Angelo Almeida.
Energia limpa e indústria
Um dos pilares da política econômica baiana é o fortalecimento da economia verde, com investimentos em mobilidade elétrica, energia renovável e cadeias industriais associadas. Nos últimos três anos, entraram em operação 162 parques eólicos e solares, com impacto estimado em R$ 8 bilhões em investimentos, reforçando a liderança do Estado no setor energético.
A instalação de grandes empreendimentos industriais também contribui para a consolidação desse novo ciclo produtivo. Entre os destaques estão a implantação da fábrica da montadora chinesa BYD e a chegada de empresas globais especializadas em componentes para energia eólica ao polo industrial de Camaçari, ampliando a capacidade produtiva e tecnológica da região.
Esse movimento posiciona a Bahia como um hub estratégico da transição energética no Nordeste, combinando infraestrutura industrial, recursos naturais e demanda crescente por soluções sustentáveis.
Biocombustíveis
A produção de combustíveis renováveis surge como uma das frentes mais promissoras da nova matriz energética estadual, com projetos de grande escala voltados ao mercado nacional e internacional.
Entre os principais investimentos está o projeto de combustível sustentável de aviação (SAF) da Acelen, com previsão de US$ 3 bilhões em aportes e potencial de geração de 80 mil empregos, além de produção anual estimada em 1 bilhão de litros de combustíveis renováveis.
No Oeste baiano, o avanço do etanol de milho reforça a diversificação da base produtiva regional. Dois empreendimentos concentram investimentos expressivos: Inpasa, em Luís Eduardo Magalhães, com investimento de R$ 1,3 bilhão, geração de 2.500 empregos e previsão de produção de 460 milhões de litros
Ainda no Oeste baiano, em Jaborandi, o investimento na planta industrial é de R$ 820 milhões, com geração de 2.500 empregos e produção anual de 622 milhões de litros. Esses projetos, segundo o secretário da SDE, fortalecem a competitividade da agroindústria e ampliam a participação da Bahia no mercado de biocombustíveis, segmento estratégico para a segurança energética e a redução de emissões.
Interiorização
A descentralização industrial tornou-se um eixo central da política de desenvolvimento estadual. Atualmente, mais de 90% dos novos investimentos estão direcionados ao interior, ampliando a atividade econômica fora da Região Metropolitana de Salvador e estimulando a geração de empregos em diferentes territórios.
A estratégia busca reduzir a concentração econômica, fortalecer economias locais e criar condições para que trabalhadores permaneçam em suas cidades com acesso a oportunidades de renda e qualificação.
“Outro fator considerado decisivo para a atração de investimentos é o avanço no marco regulatório estadual, que amplia a previsibilidade jurídica e a segurança para projetos industriais e logísticos, especialmente em áreas destinadas à implantação de novos empreendimentos”, disse o secretário Angelo Almeida, durante oSalão Sebrae, em Salvador.

