A expansão das energias renováveis no Nordeste ganha novo impulso com o avanço dos investimentos da Equinor no Brasil. A companhia anunciou a aquisição do complexo eólico Esquina do Vento, no Rio Grande do Norte, com capacidade instalada de 230 megawatts (MW), ampliando seu portfólio de geração renovável em um dos mercados considerados estratégicos para o crescimento de longo prazo da empresa.
O empreendimento, adquirido da Vestas e já pronto para construção, contará com 51 turbinas eólicas e será desenvolvido pela Rio Energy, subsidiária responsável pela expansão das operações onshore da companhia no país. A previsão é que as obras tenham início no segundo trimestre de 2026, com entrada em operação comercial estimada para 2028.
Com geração potencial anual próxima de 1 terawatt-hora (TWh), o complexo poderá produzir energia suficiente para abastecer cerca de 520 mil residências, contribuindo para ampliar a oferta energética e reforçar a segurança elétrica em uma região que já se consolida como polo nacional de energia limpa.
“O Brasil é um mercado-chave para o crescimento de longo prazo da Equinor. Com essa aquisição, estamos expandindo nossa atuação em energia renovável e fortalecendo nosso portfólio integrado, no qual eólica, solar e comercialização trabalham juntos para fornecer energia competitiva e confiável”, afirmou Helge Haugane, vice-presidente sênior da área de Power da companhia.
Transição energética
O novo projeto se soma a um conjunto de ativos que evidencia o papel crescente do Nordeste na transição energética brasileira.
Atualmente, o portfólio de geração da Equinor no país soma cerca de 600 MW em operação comercial, distribuídos entre projetos eólicos e solares.
Entre os destaques está o complexo híbrido Serra da Babilônia, na Bahia, que reúne geração eólica e solar e representa um modelo de integração tecnológica voltado à eficiência e à estabilidade do fornecimento de energia.
“Estamos prontos para construir o complexo Esquina do Vento, que adicionará cerca de 230 MW de capacidade instalada ao estado do Rio Grande do Norte. O projeto representa um incremento substancial à produção de energia eólica na região”, destacou Roberto Colindres, CEO da Rio Energy.
Desenvolvimento regional
A estratégia da empresa envolve a construção de um portfólio integrado, combinando energia eólica, solar e comercialização. A energia produzida pelos ativos no Brasil será negociada no mercado local pela Danske Commodities, braço de trading do grupo.
A chegada de novos projetos eólicos reforça o protagonismo do Nordeste no cenário energético nacional, com impactos que vão além da geração de eletricidade.
Empregos na fase de construção, arrecadação tributária e dinamização das economias locais fazem parte do ciclo de desenvolvimento associado à expansão das energias renováveis.
“O Brasil é uma área estratégica para a Equinor, e Esquina do Vento reforça nosso compromisso de longo prazo em construir um negócio de energia robusto e competitivo no país, por meio da nossa subsidiária Rio Energy. Ao investir neste complexo renovável, estamos expandindo nossa oferta de energia e oportunidades futuras de integração e comercialização entre ativos e fontes de energia. Essa abordagem integrada apoia a demanda crescente do Brasil por energia renovável e confiável, ao mesmo tempo em que gera valor de longo prazo localmente”, afirma Veronica Coelho, presidente da Equinor no Brasil.

