Projeto apoiado pela Sudene dá início à expansão do cultivo de palma forrageira no Semiárido

O plantio de palma forrageira no Semiárido brasileiro começou a avançar em novos municípios do Nordeste com apoio da Sudene e do Instituto Nacional do Semiárido. A ação integra as iniciativas da Rede Palma e do Programa Inova Palma, voltadas ao fortalecimento da produção rural e à convivência com o clima da Região.

Com investimento de R$ 2,6 milhões, o projeto contribui para a segurança alimentar animal, o enfrentamento das secas e o fortalecimento da agropecuária no Semiárido brasileiro.

Os primeiros plantios tiveram início em fevereiro e ocorreram nos municípios de São José do Seridó (RN), Apodi (RN), Equador (RN) e Quixeramobim (CE), com novas áreas em implantação em Iguatu (CE). A palma forrageira é considerada estratégica para a alimentação animal, especialmente em períodos de estiagem, por sua alta resistência e capacidade de armazenamento de água. Ao todo, serão implantadas 18 unidades de multiplicação, com 0,75 hectare cada, distribuídas em municípios do Nordeste e de Minas Gerais.

Segundo a pesquisadora do INSA e coordenadora do projeto, Jucilene Araújo, a variedade utilizada é a Orelha de Elefante Mexicana (Opuntia stricta), resistente à cochonilha-do-carmim, praga que afeta a cultura. “Até o momento, duas unidades já foram concluídas, com o plantio de 165 mil raquetes-semente.

Após o estabelecimento das áreas, a produção será destinada à distribuição para agricultores da região, permitindo a ampliação contínua do cultivo. A meta é alcançar a distribuição de até 18 milhões de raquetes ao longo da execução do projeto”, explica.

O coordenador do Inova Palma, o engenheiro agrônomo José Aíldo, comenta que a Sudene já havia identificado a demanda por sementes de palma na Região. “Por isso, buscamos ampliar o plantio da planta e, para isso, as áreas selecionadas nos estados têm potencial de dar sustentabilidade ao projeto durante anos”, afirma.

Além da implantação das áreas, a iniciativa prevê ações de capacitação e difusão tecnológica, como dias de campo, cursos e visitas técnicas, incentivando a adoção de práticas produtivas mais eficientes. Como contrapartida, os produtores beneficiados deverão devolver parte das raquetes recebidas, assegurando a sustentabilidade da ação.

 

*Com Ascom Sudene

 

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Redacao RNE

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