O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou em 2025 o maior lucro recorrente de sua história, de R$ 15,2 bilhões, uma alta de 15,4% em relação a 2024. O banco também bateu recorde na concessão de crédito, com R$ 366 bilhões liberados (+32%), e atingiu R$ 962 bilhões em ativos totais. A carteira de crédito somou R$ 664 bilhões, no maior nível desde 2016.
A demanda por financiamentos cresceu ao longo do ano, com R$ 389,2 bilhões em consultas e R$ 237,9 bilhões em aprovações. Os desembolsos totalizaram R$ 169,7 bilhões, avanço de 27%.
O desempenho foi puxado principalmente pelos setores industrial (R$ 71 bilhões), agropecuário (R$ 54,3 bilhões) e de comércio e serviços (R$ 41,2 bilhões). Para micro, pequenas e médias empresas, as aprovações chegaram a R$ 224 bilhões, alta de 43%.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o banco fomenta cerca de R$ 1 bilhão em crédito por dia, contribuindo para investimentos, inovação, modernização e descarbonização da economia. De acordo com ele, a ampliação da competitividade e da oferta de produtos também ajuda a reduzir a inflação estrutural.
“O BNDES dá uma contribuição muito grande para o desenvolvimento do país”, comemorou.
O lucro líquido foi de R$ 26,8 bilhões, crescimento de 1,7%, influenciado por eventos não recorrentes, como reversão de provisões de crédito (R$ 1,4 bilhão) e ganhos com participações societárias (R$ 8,3 bilhões), com destaque para empresas como Petrobras, JBS e Eletrobras.
O diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do BNDES, Alexandre Abreu, destacou também a valorização na carteira de ativos, que inclui ações e cotas de fundos de investimento. Em 2025, ela somou R$ 86,4 bilhões, um aumento em relação aos R$ 82 bilhões do fim de 2024.
A inadimplência permaneceu baixa, em 0,06%, abaixo da média do sistema financeiro. O patrimônio líquido alcançou R$ 172 bilhões, também recorde.

