Brasília entra em pânico com possível delação de Vorcaro

Troca de advogado do dono do Banco Master após decisão do STF que manteve sua prisão aumenta expectativa de colaboração premiada

Foto mostra o banqueiro Daniel Vorcaro na prisão

Redação Brasil 247

247 – A possibilidade de uma delação premiada do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, passou a provocar forte apreensão em setores políticos de Brasília após a troca de sua equipe de defesa. A informação foi publicada pela jornalista Jussara Soares, da CNN Brasil, que relata que a colaboração do banqueiro já é considerada praticamente certa no meio político.

Segundo a reportagem, o criminalista José Luís de Oliveira Lima assumiu a defesa de Vorcaro nesta sexta-feira (13), substituindo o advogado Pierpaolo Bottini. A mudança ocorreu poucas horas depois de a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formar maioria para manter a prisão preventiva do empresário, investigado no escândalo envolvendo fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

Disputa sobre quem conduzirá eventual delação

Nos bastidores de Brasília, que envolvem lideranças da esquerda, da direita e também do Centrão, a principal dúvida agora é qual órgão poderá conduzir um eventual acordo de colaboração premiada: a Procuradoria-Geral da República (PGR) ou a Polícia Federal (PF).

Em qualquer cenário, a delação precisará ser homologada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo.

Outro fator que alimenta a tensão política é a extensa rede de contatos de Vorcaro, o que levanta dúvidas sobre até onde o banqueiro poderia avançar em um eventual acordo em troca de benefícios judiciais.

De acordo com a reportagem, há suspeitas de conexões do empresário com servidores públicos, parlamentares, líderes partidários e até integrantes do Judiciário.

Relações com ministros do STF sob escrutínio

O escândalo financeiro envolvendo o Banco Master já colocou sob análise relações do banqueiro com ministros do Supremo Tribunal Federal, entre eles Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Nos bastidores políticos, interlocutores do Centrão avaliam, sob reserva, que um acordo conduzido diretamente pela Polícia Federal poderia ter alcance mais amplo, inclusive com potencial de avançar sobre integrantes da própria Corte.

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Walter Santos

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