Ministro afirma que não há risco de falta nos postos, promete reforço na fiscalização e critica a privatização da antiga BR Distribuidora
247 – O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou na quarta-feira (11) que o Brasil não enfrenta risco de desabastecimento de combustíveis, apesar das tensões no Oriente Médio e das preocupações em torno de seus possíveis efeitos sobre o mercado internacional de energia. A informação foi publicada originalmente pelo Brazil Stock Guide.
Ao falar com jornalistas, Silveira disse que o abastecimento nacional permanece estável e que o governo acompanha de perto o comportamento dos preços no mercado interno. Em sua declaração mais enfática, ele garantiu que “não há nenhuma possibilidade de desabastecimento de combustíveis nos postos”.
O ministro, no entanto, fez um duro alerta sobre o que classificou como distorções provocadas por agentes do setor. Segundo ele, “o que existe é especulação criminosa de distribuidores e revendedores. Nós vamos aplicar as multas cabíveis, aumentar a fiscalização, fazer operações e envolver a Polícia Federal”.
A fala de Silveira indica uma disposição do governo de ampliar a pressão sobre a cadeia de distribuição e revenda para coibir reajustes considerados abusivos. De acordo com o ministro, a orientação é reforçar os mecanismos de controle sobre o setor, com possibilidade de sanções contra empresas que elevem preços sem justificativa concreta.
Governo tenta conter abusos no mercado
A declaração ocorre em um momento de atenção redobrada sobre os combustíveis, diante da instabilidade geopolítica no Oriente Médio. Em cenários assim, há tradicionalmente maior sensibilidade dos mercados em relação ao petróleo, ao diesel e à gasolina, o que frequentemente abre espaço para movimentos especulativos.
Foi justamente nesse ponto que Silveira concentrou sua crítica. Ao afirmar que não há risco real de desabastecimento, o ministro procurou separar dois fenômenos distintos: de um lado, a segurança física de oferta; de outro, a tentativa de repassar preços de forma antecipada ou desproporcional ao consumidor.
Na avaliação expressa por ele, o problema central neste momento não está na capacidade do país de manter o fornecimento, mas no comportamento de distribuidores e postos diante do ambiente de incerteza internacional. Por isso, a resposta do governo deverá combinar fiscalização, operações de controle e atuação policial.
Crítica à privatização da BR Distribuidora
Silveira também voltou a criticar a privatização da BR Distribuidora, antiga subsidiária da Petrobras no setor de distribuição de combustíveis, concluída durante o governo de Jair Bolsonaro. Após a privatização, a empresa passou a operar com o nome de Vibra Energia.

