Levantamento realizado pelo Ipsos-Ipec entre os dias 5 e 9 de março indica estabilidade nos indicadores de avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora a percepção negativa ainda seja predominante entre os brasileiros.
Segundo a pesquisa, a avaliação ótima ou boa da administração federal registrou leve avanço, passando de 30% em dezembro para 33% em março. Já a percepção regular recuou de 29% para 24% no mesmo período.
A avaliação ruim ou péssima permaneceu estável em 40%, mantendo-se como a principal percepção sobre o governo. Outros 3% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não opinar, percentual ligeiramente acima dos 2% registrados na pesquisa anterior.
Perfil da avaliação positiva
A pesquisa mostra que a avaliação positiva do governo é mais expressiva entre alguns segmentos da população. O índice é maior entre:
>eleitores que afirmam ter votado em Luiz Inácio Lula da Silva na eleição de 2022 (66%);
>pessoas com menor escolaridade (46%);
>moradores da região Nordeste (45%);
>brasileiros com 60 anos ou mais (41%);
>famílias com renda de até um salário mínimo (40%);
>católicos (39%).
O levantamento também aponta que a avaliação favorável é mais elevada entre pessoas de 45 a 59 anos (38%), quando comparadas à faixa de 25 a 34 anos (25%).
Entre municípios com até 50 mil habitantes, o índice chega a 39%, acima dos 31% registrados em cidades entre 50 mil e 500 mil habitantes. Entre pessoas que se autodeclaram pretas ou pardas, a avaliação positiva alcança 36%, contra 29% entre brancos.
Onde a avaliação negativa é maior
A percepção negativa é mais acentuada entre:
>eleitores que dizem ter votado em Jair Bolsonaro em 2022 (79%);
>pessoas com renda familiar superior a cinco salários mínimos (57%);
>evangélicos (51%);
>entrevistados de 25 a 34 anos (49%);
>pessoas com ensino superior (48%);
>pessoas com ensino médio (47%);
>entrevistados que se autodeclaram brancos (47%).
No recorte regional, a avaliação ruim ou péssima é maior no Sul (48%), Norte/Centro-Oeste (46%) e Sudeste (43%), enquanto no Nordeste o índice é de 28%.
Entre municípios de 50 mil a 500 mil habitantes, a percepção negativa chega a 45%, ante 34% nas cidades com até 50 mil habitantes.
De acordo com Márcia Cavallari, head da Ipsos-Ipec, os dados indicam estabilidade no cenário de avaliação. “A pesquisa de março revela uma leve melhora na avaliação positiva, que passa de 30% para 33%. No entanto, a percepção negativa continua sendo majoritária e o saldo da avaliação permanece em sete pontos negativos”, afirma.
Segundo a executiva, o resultado mostra que o governo ainda não conseguiu reverter o quadro para um saldo positivo de avaliação entre os brasileiros.
Acesse o conteúdo completo da pesquisa aqui

