Em pronunciamento, Lula anuncia medidas contra feminicídio e defende mais proteção às mulheres no Brasil

Presidente apresenta ações de segurança, igualdade salarial e combate à violência doméstica no país

Em pronunciamento, Lula anuncia medidas contra feminicídio e defende mais proteção às mulheres no Brasil (Foto: PR/Ricardo Stuckert)

Luis Mauro Filho

247 – Em pronunciamento à nação realizado neste sábado (7), às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado no domingo (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a gravidade da violência contra mulheres no Brasil e anunciou novas medidas voltadas ao combate ao feminicídio e à proteção das vítimas.

Logo no início da mensagem, o presidente chamou atenção para a dimensão do problema no país. “Precisamos começar encarando a realidade, por mais dura que ela seja. A cada 6 horas, um homem matou uma mulher no Brasil”, afirmou.

Segundo Lula, os casos de feminicídio refletem uma sequência de agressões que frequentemente ocorre de forma silenciosa e dentro do ambiente doméstico. “Cada feminicídio é o resultado de uma soma de violências diárias, silenciosas, naturalizadas. A maioria esmagadora dessas agressões acontece dentro de casa, num ambiente que deveria ser de proteção”, declarou.

Pacto nacional contra o feminicídio

Durante o pronunciamento, o presidente lembrou a criação do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, iniciativa que reúne Executivo, Legislativo e Judiciário para fortalecer políticas públicas de proteção às mulheres.

Entre as primeiras medidas anunciadas está um mutirão coordenado pelo Ministério da Justiça em parceria com governos estaduais para prender mais de dois mil agressores.

“Para começar, um mutirão do Ministério da Justiça em parceria com os governos dos estados para aprender mais de 2.000 agressores de mulheres que não podem e não vão continuar em liberdade. E eu estou avisando, outras operações virão”, afirmou.

Lula também reforçou que a violência doméstica não pode ser tratada como assunto privado. “Violência contra a mulher não é questão privada onde ninguém mete a colher, é crime. E vamos sim meter a colher”, disse.

Monitoramento e reforço na segurança
Entre as ações previstas está a implantação de rastreamento eletrônico de agressores cujas vítimas estejam protegidas por medidas judiciais.

O governo também pretende ampliar e fortalecer as delegacias especializadas de atendimento à mulher e as procuradorias da mulher.

Outra iniciativa anunciada é a criação de um centro integrado de segurança pública para unificar dados e monitorar agressores em todo o país. “Quem agride mulher não pode andar por aí como se nada tivesse acontecido”, afirmou o presidente.

Ampliação da rede de apoio
O pronunciamento também destacou a ampliação da rede de atendimento às vítimas de violência doméstica. A medida inclui a expansão dos centros de referência e das Casas da Mulher Brasileira, que oferecem serviços especializados para mulheres e seus filhos.

Segundo Lula, apesar de avanços legais recentes, a desigualdade entre homens e mulheres ainda permanece presente no cotidiano.

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Walter Santos

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