O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), subiu 0,84% em fevereiro, um total de 0,64 ponto percentual (p.p.) maior que o resultado de janeiro. De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano, o IPCA-15 acumula uma alta de 1,04%.
Em relação à variação regional, São Paulo (1,09%) registrou o maior índice, já o menor resultado foi observado no Recife (0,35%) em razão das quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%).
Setores
O grupo da Educação registrou a maior variação, com 5,20% e 0,32 p.p. de impacto, influenciado pelos reajustes praticados no início do ano letivo.
Enquanto isso, o grupo dos Transportes (1,72%) apresentou o maior impacto, com 0,35 p.p.
Na Educação, a maior contribuição (0,28 p.p.) veio dos cursos regulares (6,16%). Já as maiores variações foram registradas no ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%).
No setor de Transportes, a maior variação foi nas passagens aéreas, com crescimento de 11,64%. Os combustíveis no geral subiram 1,38%, com acréscimos nos preços do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do óleo diesel (0,44%), ao mesmo tempo o gás veicular teve um recuo de 1,06%.
Tarifas de ônibus variam no Sudeste e Nordeste
O subitem ônibus urbano variou 7,52%, devido a diversos reajustes de tarifas em seis das 11 áreas de pesquisa, em vigor desde janeiro.
Belo Horizonte saiu de uma variação de 8,70% para 14,68%, liderando o índice da pesquisa, São Paulo (de 6% para 13,97%) também cresceu.
Já Fortaleza teve uma queda de 20% para 11,14%, assim como Salvador (de 5,36% para 4,37%), Rio de Janeiro (de 6,38% para 4,17%) e Recife (de 4,46% para 1,86%).
Apresentaram aumentos também as taxas de metrô (2,22%) e de táxi (1,52%) – com destaque para a capital cearense com alta de 18,7% e a capital baiana com reajuste de 4,53%.
Saúde e Alimentação
No grupo Saúde e cuidados pessoais o acréscimo nos preços foi de 0,67% (0,04 p.p.), impulsionados por artigos de higiene pessoal (0,91%) e o plano de saúde (0,49%).
Já Alimentação e Bebidas a adição foi de 0,20%. O valor da alimentação em também aumentou 0,09% em fevereiro.
Variações positivas:
Tomate – 10,09%
Carnes – 0,76%
Variações negativas:
Arroz – 2,47%
Frango em pedaços – 1,55%
Frutas – 1,33%
Comer fora de casa também ficou 0,46% mais caro, devido a refeição e o lanche que registraram alta de 0,62% e 0,28%, respectivamente.
Habitação
O grupo Habitação teve leve alta de 0,06%, influenciado pelo aumento da água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%).
Por outro lado, a energia elétrica residencial foi o subitem com o maior impacto negativo no índice (0,06 p.p.), ao recuar 1,37% em fevereiro.

