O presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou em entrevista ao GloboNews, nesta terça-feira (10), que o presidente Lula e o PT respeitam qualquer decisão que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSD) tomar em relação às eleições de 2026.
“Se o vice-presidente Geraldo Alckmin entender que, nas eleições de 26, o melhor papel que ele pode cumprir é continuar na vice do presidente Lula, nós respeitaremos essa vontade”, afirmou.
O nome de Alckmin é cotado para o governo do estado de São Paulo, no entanto até o momento, o vice-presidente não demonstrou interesse publicamente em concorrer ao cargo.
O cenário causou especulações de que o PT poderia abrir espaço na chapa presidencial para outros partidos como o MDB.
Apoio envolve todos os partidos da base
O petista afirmou, no entanto, que “o diálogo sobre a composição da chapa presidencial envolve todos os partidos da base que ocupam ministérios no governo, e não apenas o MDB”.
Segundo ele, o PT busca o apoio de todas as siglas aliadas e mantém conversas nesse sentido. Caso o PSD, de Gilberto Kassab, opte por lançar candidatura própria, a decisão será respeitada, sem interromper o diálogo. Edinho também destacou a importância do MDB para a governabilidade e a boa relação com o presidente do partido, Baleia Rossi.
Força do PT em São Paulo
Edinho Silva afirmou que o PT terá um palanque forte em São Paulo, com candidatura “que disputará os rumores do estado de São Paulo”.
Há também a possibilidade de o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ser o candidato.
O presidente defendeu que há espaço para debater um projeto alternativo, especialmente nas áreas de segurança pública, desenvolvimento sustentável e educação.
União Brasil e PP
Edinho Silva afirmou que as conversas com União Brasil e PP seguem a mesma lógica do diálogo mantido com PSD e MDB, mesmo diante de divergências políticas. Segundo ele, a aproximação pode ocorrer a partir de um projeto para o país com pontos de consenso.
“Queremos dialogar com esses partidos, por mais que tenhamos contradições”, ressaltou.
Segundo o presidente do partido, a formação de alianças para as eleições deste ano ocorre em duas frentes: nacional e estadual, levando em conta a realidade política de cada estado.
“Nós enxergamos a realidade política de cada estado brasileiro e construímos alianças tanto para que a gente garanta a vitória do Lula nesses estados, mas que a gente possa eleger governadores e governadores do campo democrático presidente bem como senadores e deputados para aumentar a força do campo democrático no Congresso Nacional.”, afirma.
No Piauí, Edinho afirmou que a estratégia eleitoral do PT já está definida e não sofrerá mudanças, com apoio à reeleição do governador Rafael Fonteles e às candidaturas de Marcelo Castro e Júlio César ao Senado. Segundo ele, a decisão construída pelo diretório estadual é “intocável”.
* Com informações do PT

