O presidente Lula (PT) indicou na quinta-feira (5/2) que um dos temas que pretende levar ao encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, são as potenciais parcerias na área de minerais críticos, estratégicos para a transição energética.
Em entrevista ao Uol News, Lula falou que a ideia é “estabelecer acordos em que a gente possa trabalhar junto” e citou entre possíveis assuntos a serem discutidos as terras raras.
A sinalização ocorre na mesma semana em que os EUA avançaram em uma série de acordos nesse segmento. Uma das parcerias firmadas foi com a Argentina, que tem uma das maiores reservas globais de lítio, segundo o G1/Reuteres . O presidente argentino, Javier Milei, se declara publicamente um apoiador de Trump.
Também foram fechados acordos com México, União Europeia e Japão. A estratégia de Trump visa fortalecer as cooperações bilaterais, em busca de reduzir a dependência da China, líder global na área.
A viagem de Lula a Washington está prevista para a primeira semana de março e ocorre na esteira da aproximação entre os dois governos, depois do relaxamento parcial das tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros em 2025.
Na época do anúncio das tarifas, o encarregado de negócios da embaixada norte-americana em Brasília, Gabriel Escobar, chegou a vincular a negociação das taxas a acordos para minerais críticos.
A diplomacia brasileira tem usado cada vez mais os minerais como um trunfo geopolítico. Estão em destaque sobretudo as reservas denióbio, grafite, terras raras e níquel.
Durante as negociações doacordo Mercosul-União Europeia os europeus indicaram expectativa de acesso a esses insumos, abundantes na América do Sul.

