Em Minnesota, milhares enfrentam frio intenso e estudantes fazem paralisações nacionais
247 – Milhares de pessoas foram às ruas em Minneapolis nesta sexta-feira, enfrentando temperaturas abaixo de zero, enquanto estudantes e professores promoveram paralisações em diversos estados dos Estados Unidos para exigir a retirada de agentes federais de imigração de Minnesota, após dois cidadãos norte-americanos terem sido mortos a tiros neste mês em ações atribuídas a agentes federais. A mobilização ocorreu em meio a sinais contraditórios do governo do presidente Donald Trump sobre uma possível “desescalada” da chamada Operação Metro Surge.
Segundo a Reuters, a Casa Branca enviou cerca de 3.000 agentes federais para a região de Minneapolis, patrulhando ruas com equipamento tático — um contingente descrito como cinco vezes maior do que o efetivo do Departamento de Polícia de Minneapolis —, o que intensificou a tensão e ampliou as denúncias de abusos e de militarização da política migratória.
Minneapolis vira epicentro e reúne famílias, idosos e jovens ativistas
No centro de Minneapolis, a manifestação reuniu de famílias com crianças pequenas a casais idosos e jovens ativistas, em um protesto que teve como alvo direto a atuação do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE). Entre os participantes, Katia Kagan, vestindo um moletom com a frase “No ICE” e segurando um cartaz exigindo a saída da agência da cidade, afirmou ser filha de judeus russos que migraram para os Estados Unidos em busca de segurança e de melhores condições de vida. “Estou aqui porque vou lutar pelo sonho americano pelo qual meus pais vieram para cá”, disse ela.
Outra manifestante, Kim, de 65 anos, que pediu para não ter o sobrenome divulgado, fez uma acusação ainda mais dura ao comentar a presença federal: “É um ataque fascista total do nosso governo federal contra cidadãos”

