Na rota de Flávio Bolsonaro, o efeito Ratinho Junior, por José Natal

Por José Natal*

 

Ao contrário do governador de Brasília, Ibaneis Rocha, que quando visita amigos políticos entra mudo e sai calado, o governador do Paraná, Ratinho Junior, do PSD, não perde tempo e a todos que visita, ou por eles é visitado, cuida com zelo e carinho em saber o que acontece ao redor de sua vizinhança.

Aliados e apoiadores do Governador incentivam essa iniciativa e, com otimismo, apostam numa possível investida dele rumo a candidatura à Presidência da República, fato cada vez mais respaldado pelo seu partido e lideranças estaduais.

Carlos Roberto Massa Júnior, nascido em 19 de abril de 1981 (44 anos), paranaense nascido em Jandaia do Sul, já no seu segundo mandato é tido como expoente liderança da região, conciliador e adepto a uma maneira considerada moderna e avançada de governar.

Muitas vezes apontado como integrante da direita radical, que agrega um grupo de governadores que apoia Jair Bolsonaro, Ratinho Júnior evita manifestações e, segundo sua assessoria, o líder concentra sua atenção nas questões ligadas a sua gestão relacionada ao estado do Paraná.

Pelo desempenho à frente do Governo do Estado, bem avaliado pelas pesquisas como Governador, e sem mazelas jurídicas sobre os ombros, Ratinho tem seu nome acolhido junto a partidários e grupos de eleitores que buscam alternativas na escolha do voto.

Como ingrediente positivo a seu favor, o Governador tem ainda um “up grade” político, que em caso de campanha eleitoral pode ter grande influência. Ele é filho do apresentador Ratinho, do SBT, comunicador de audiência nacional e influente formador de opinião em todo o Pais. Quem habita essa aldeia sabe o que isso representa.

Não bastassem tantas regalias, Ratinho Júnior pertence ao PSD, partido presidido por Gilberto Kassab, talvez o politico mais influente e habilidoso nos dias de hoje em todo o Brasil. Bem articulado, com trânsito livre junto a todas as lideranças partidárias de Norte a Sul, Kassab consegue, sem bajular e sem se mostrar submisso, dialogar com todas as correntes de opiniões, sempre alcançando bons resultados.

A candidatura de Flávio Bolsonaro, pelo PL, a Presidência da República, até agora, não alcançou o grau de credibilidade que chegue a assustar concorrentes. Essa fragilidade é visível, e sabidamente divide opiniões entre familiares, assessores e até entre aqueles já engajados numa campanha já anunciada. Até esse ponto, nada demais, toda largada de campanha enseja especulações, incertezas e questionamentos, é do jogo.

Embarcando nessa onda de incertezas, e com oportunismo que apimenta todas campanhas, aliados de Ratinho Júnior não escondem a vontade de ver o líder entrar na disputa, com chances de alterar o processo. O cenário não poderia ser mais intrigante, projeta dias de muitas surpresas.

Se dizendo conformado pela rejeição de Bolsonaro a seu nome a candidatura presidencial, Tarcísio de Freitas recolhe os flaps, e jura amor eterno ao patrão e apoio ao filho anunciado. De camarote, torcendo para que tudo siga de fato como pede esse roteiro, Luis Inácio Lula da Silva acredita ser essa condição altamente favorável a ele.

Até agora nas pesquisas, quase todas elas, apontam números favoráveis, com viés de subida. Muito cedo ainda para definir posições entre os aliados que apoiam a direita. O efeito Ratinho desperta os acomodados. Melhor assim.

*José Natal é jornalista
**Os artigos publicados no site da revista NORDESTE são de inteira responsabilidade de seus autores
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Walter Santos

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