Ex-ministro Rogério Marinho escalado para coordenar pré-campanha de Flávio Bolsonaro

247 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu reorganizar sua estratégia eleitoral e concentrar esforços no Nordeste, região em que enfrenta ampla desvantagem nas pesquisas em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para isso, escalou o senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro do Desenvolvimento Regional, como coordenador de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, sinalizando que o reduto historicamente petista será prioridade na corrida presidencial, informa o jornal O Globo.

A movimentação ocorre após um pedido direto de Jair Bolsonaro (PL) a Rogério Marinho, que aceitou o convite e anunciou a desistência de disputar o governo do Rio Grande do Norte. A escolha reflete a avaliação do entorno de Flávio de que o desempenho no Nordeste será decisivo para ampliar sua competitividade nacional. Levantamento recente da Genial/Quaest mostra Lula com mais de 60% das intenções de voto na região, enquanto Flávio aparece com índices entre 13% e 15%, números inferiores aos registrados em outras partes do país.

Ao explicar sua decisão, Rogério Marinho afirmou que atendeu a um pedido do ex-presidente. “Se somar à luta de seu filho, Flávio, para resgatar o Brasil”, disse o senador, ao confirmar que não disputará o Executivo potiguar.

Na terça-feira (19), a defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que Marinho o visite na unidade prisional conhecida como Papudinha. O episódio reforça a proximidade política entre o ex-presidente e o senador potiguar, agora alçado ao papel central na pré-campanha presidencial do PL.

Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo nesta quarta-feira (21) agradecendo publicamente a Rogério Marinho pela decisão de abrir mão da candidatura estadual para assumir a coordenação nacional de sua campanha. O pré-candidato destacou o papel estratégico do Rio Grande do Norte em seu projeto político. “Vamos fazer um trabalho fenomenal por todo o país, e o Rio Grande do Norte vai estar ainda mais contemplado com o Rogério junto com a gente nesse grande time que eu pretendo montar para recolocar o Brasil no caminho da prosperidade”, declarou.

Antes da mudança de planos, Rogério Marinho era considerado o principal nome do bolsonarismo para a disputa pelo governo potiguar, em um cenário de forte acirramento político. O estado terá uma eleição para mandato-tampão prevista para abril, após a governadora Fátima Bezerra (PT) deixar o cargo para concorrer ao Senado. O vice-governador Walter Alves (MDB) também anunciou que renunciará para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, abrindo espaço para uma articulação de oposição ao PT.

Sob a presidência de Marinho, o PL do Rio Grande do Norte consolidou presença significativa no Legislativo estadual, ocupando cerca de um terço das cadeiras da Assembleia. Essa capilaridade partidária é vista como um ativo importante tanto para a disputa local quanto para a estratégia nacional da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que busca ampliar alianças e reduzir a distância nas regiões onde ainda enfrenta maior resistência eleitoral.

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Luciana Leão

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