Ao estilo, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) voltou a ocupar o centro do debate político nacional ao se posicionar sobre a investigação envolvendo a liquidação extrajudicial do Banco Master. Ele será o coordenador de um grupo de trabalho criado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CA), criado nesta segunda-feira (19/01), para monitorar as investigações sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Na prática, a comissão sob a presidência de Renan Calheiros, terá um colegiado que fiscalizará irregularidades como a venda de carteiras de crédito para o Banco de Brasília, o BRB, no valor de 12,2 bilhões de reais, e possíveis desvios em fundos de previdência. O mercado e a mídia nacional já batizaram o grupo de “CPI Informal”.
Renan Calheiros, ao estilo da CPI da Covid, começou com gosto. Em publicação nas redes sociais, afirmou que “todo dia surgem denúncias muito graves sobre a fraude do Master, que pode chegar a R$ 20 bilhões”. E acrescenta que o volume, a extensão e o número de envolvidos indicam que “o crime correu solto por muito tempo”.
O senador foi além ao afirmar que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e o ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), pressionam ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) no âmbito do Caso Banco Master.
“Estou tendo informações de que o atual presidente da Câmara dos Deputados e o ex-presidente da Câmara dos Deputados pressionaram e continuam pressionando o Tribunal de Contas da União, aliás, um setor do Tribunal de Contas da União, para que o Tribunal liquide a liquidação”, afirmou.
O caso, que já está sob apuração da Polícia Federal e é acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal, ganha nova dimensão com a atuação do senador alagoano. Na condição de presidente da CAE, Renan anunciou não haverá complacência. “No que depender da CAE, tudo será apurado e os responsáveis punidos”, declarou.

