Morreu, neste domingo (18), em Brasília (DF) o ex-ministro e também ex-deputado federal pernambucano, Raul Jungmann, aos 73 anos.
Jungmann lutava contra um câncer nos pâncreas e estava sob cuidados paliativos, em sua casa, após internação por longo tempo no DF Star.
Sepultamento e velório serão reservados apenas a familiares e amigos mais próximos.
Com uma trajetória que atravessou mais de cinco décadas da vida pública brasileira, o pernambucano ocupou cargos centrais no Executivo e no Legislativo, além de atuar na iniciativa privada.
Foi vereador, deputado federal por vários mandatos e comandou quatro ministérios nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer: Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública. Desde 2022, presidia o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
Repercussão
O ex-presidente Michel Temer afirmou que o país perde “um brasileiro que soube servir ao país” em todas as funções que exerceu. “Por onde passou deixou sua marca. Fosse como ministro da Reforma Agrária, ministro da Defesa e Segurança Pública, fosse como grande parlamentar. Tristeza no plano cívico, saudades no plano pessoal”, declarou.
Justiça
No Judiciário, o Supremo Tribunal Federal divulgou nota oficial em que lamenta a morte de Jungmann e o define como “um grande democrata”.
O ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente da Corte no exercício da Presidência, recordou a atuação conjunta durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, quando trabalharam na coordenação da inteligência e da segurança do evento.
Já o ministro Gilmar Mendes destacou a integridade e a “extraordinária densidade republicana” do ex-ministro, afirmando que sua trajetória se confunde com a própria história da redemocratização brasileira.
“O Brasil perde um grande homem público; eu perco um amigo”, escreveu Gilmar Mendes, ao ressaltar a coerência democrática de Jungmann e sua defesa permanente do Estado de Direito e da solução dos conflitos pelo diálogo.
Em nota, a presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Ana Sanches, afirmou que Raul Jungmann foi um “homem público de estatura singular, defensor da democracia e comprometido com o interesse público”.
Segundo ela, Jungmann conduziu o instituto em um período decisivo, fortalecendo a entidade e beneficiando o setor mineral, em um ciclo marcado pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade.

