Exportações de frutas brasileiras batem recorde pelo terceiro ano consecutivo

Em comunicado à imprensa, a Abrafrutas consolidou o recorde pelo terceiro ano consecutivo da exportação de frutas brasileiras. Em 2025, apesar dos desafios enfrentados ao longo do ano, principalmente, o tarifaço imposto pelo Governo dos EUA, o setor fortaleceu seu protagonismo e ampliou resultados. Segundo o balanço divulgado foram US$ 1,45 bilhão em 2025, com crescimento de 12% em valor e 19,6% em volume em relação ao ano anterior.

A entidade avalia que diante da assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, previsto para este sábado, 17/01, em Assunção, capital do Paraguai, os efeitos irão refletir na competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

A curto prazo, a uva terá a sua tarifa zerada, melhorando sua competitividade no mercado internacional já que os principais concorrentes do Brasil já não pagam tarifas para ingressar nos países da EU.

“O ano de 2025 foi desafiador. O chamado “tarifaço” gerou apreensão em todo o setor e exigiu planejamento, diálogo e muita resiliência dos produtores. Ainda assim, a fruticultura brasileira mostrou sua força e capacidade de adaptação, alcançando resultados históricos”, destaca o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho.

Principais frutas exportadas em 2025

Algumas frutas se destacaram nas exportações brasileiras ao longo do ano, como:

Manga: Mesmo com uma pequena retração no valor exportado, impactada pela taxação para o mercado norte-americano, a manga manteve a liderança entre as frutas brasileiras exportadas em 2025. O produto somou US$ 335 milhões, com queda de 4% em valor, mas registrou crescimento expressivo de 12,59% em volume, totalizando cerca de 280 mil toneladas embarcadas ao longo do ano.

Melão: US$ 231 milhões, aumento de 24,9%,

Limão e lima: US$ 199 milhões, alta de 1,5%.

Uva – A exemplo da manga, a uva também registrou leve retração em valor, mas manteve posição de destaque entre as frutas mais exportadas pelo Brasil em 2025. As exportações somaram US$ 158 milhões, com queda de 0,13% em valor e crescimento de 5,62% em volume, o que corresponde ao embarque de aproximadamente 62 mil toneladas para o mercado internacional.

Melancia: US$ 115 milhões, alta de 57,1%.

Abertura de mercados

Os resultados, segundo a Abrafrutas, foram alcançados principalmente a partir de ações coordenadas voltadas à abertura e manutenção de mercados, à negociação sanitária e à defesa comercial.

Ao longo de 2025, a atuação integrada entre o setor produtivo e o Governo foi decisiva para mitigar os impactos dos desafios enfrentados e garantir a continuidade do crescimento das exportações.

Outro destaque foi a parceria entre a Abrafrutas e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que ao longo de todo o ano promoveu as frutas brasileiras em feiras internacionais, rodadas de negócios, ações de imagem e projetos estruturantes de exportação. Essas iniciativas ampliaram a visibilidade do Brasil como fornecedor confiável e sustentável, além de aproximar produtores de compradores estratégicos.

“O apoio da ApexBrasil foi decisivo para mantermos o ritmo de promoção internacional, mesmo em um cenário global mais complexo. Estivemos presentes nos principais mercados, mostrando a diversidade e a qualidade das frutas brasileiras”, reforça Guilherme Coelho.

2026: perspectivas ainda mais positivas

Ainda segundo o presidente da Associação, com a consolidação dos resultados de 2025 e o avanço do acordo Mercosul–União Europeia, a expectativa do setor é de um novo ciclo de crescimento.

As reduções tarifárias previstas no acordo serão implementadas de forma gradual para a maioria das frutas exportadas. A uva, como dito anteriormente, terá tarifa zerada imediatamente após a entrada em vigor, enquanto produtos como melancia, melão e limão passarão por um período de transição de 7 a 10 anos, com redução escalonada até a eliminação total das tarifas.

 

 

*Com informações da Abrafrutas
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Luciana Leão

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