Por Ana Júlia Silva
Maceió, Salvador e Teresina estão entre as cinco capitais que mais tiveram elevações no preço médio da cesta básica no último mês de 2025.
Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimento, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A maior alta ocorreu em Maceió, onde o custo médio variou 3,19%. Belo Horizonte aparece em seguida, com 1,58%; Salvador com 1,55%; Brasília com 1,54%; e para completar Teresina teve um aumento de 1,39%. A cesta básica aumentou em 17 capitais do país.
O que influenciou
A alta foi influenciada, principalmente, pela carne bovina de primeira que subiu em 25 das 27 capitais. A batata também apresentou alta em todas as capitais, com exceção de Porto Alegre, onde o preço do produto caiu 3,57%.
A cesta básica mais cara do país continua sendo a de São Paulo –com custo médio de R$ 845,95 –, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).
Reduções
Com exceção de João Pessoa, que foi a única cidade do levantamento que não registrou nenhuma alteração em relação ao valor do mês anterior, todas as outras capitais registraram queda nos preços.
As reduções mais expressivas foram observadas na região Norte do país, com Porto Velho liderando a lista (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).
Variação
Em Aracaju o valor médio de dezembro foi R$ 539,49, Maceió (R$ 589,69) apesar de ter tido a maior elevação, possui o segundo menor preço. Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596, 10), também fazem parte da lista.
Salário mínimo
Com base na cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo em dezembro, o Dieese estimou que o salário-mínimo necessário para atender às despesas básicas previstas na Constituição deveria ser de R$ 7.106,83, o equivalente a 4,68 vezes o valor vigente de R$ 1.518,00.

