Depois de várias dificuldades financeiras, paralisações e imbróglios jurídicos, finalmente, a Petrobras deu início a produção de fertilizantes na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Sergipe.
A Fafen Sergipe tem capacidade instalada para 1,8 mil toneladas de ureia por dia, enquanto a Fafen Bahia pode produzir 1,3 mil toneladas/dia. Considerando as duas plantas, serão gerados cerca de 800 empregos diretos e indiretos. A expectativa é que a nova etapa permita o fortalecimento da cadeia produtiva de fertilizantes no estado.
Arrendada à iniciativa privada desde 2020, a Fafen Sergipe teve suas atividades paralisadas em março de 2024, após a Unigel, então operadora da unidade, alegar inviabilidade econômica.
Com o encerramento do contrato e a realização de uma nova licitação, a planta passa a ser operada pela Engeman, na condição de prestadora de serviços. A Petrobras fica responsável pelas atividades comerciais.
O gestor da Sedetec, Valmor Barbosa, destaca a nova etapa iniciada no estado. “Continuamos à disposição da operadora e da Petrobras no que for necessário para que a Fafen possa operar em Sergipe com total regularidade, contribuindo para o desenvolvimento estadual. Tenho convicção de que esta nova fase impulsionará o crescimento econômico e trará prosperidade para a população sergipana”, afirmou.
Histórico
A Fafen de Sergipe foi implantada pela Petrobras em 1980, tornando-se um polo estratégico para a produção de ureia e amônia no Nordeste.
Sua instalação impulsionou o desenvolvimento da infraestrutura no estado, como obras como a adutora do Rio São Francisco e melhorias em energia, transporte e telefonia.
Ao longo do tempo, a unidade enfrentou desafios operacionais, levando à redução de turnos e paralisações. Ainda assim, a planta seguiu gerando centenas de empregos diretos e indiretos, mostrando-se como importante ativo no parque industrial sergipano.
Em 2018, a Petrobras anunciou a hibernação da unidade. Após negociações mediadas pelo Governo de Sergipe, em 2019, a fábrica foi arrendada ao grupo Unigel por dez anos, com operação retomada em 2021.
A administração estadual apoiou ativamente o processo, com medidas como redução do ICMS sobre o gás, incentivos fiscais e melhorias na infraestrutura local.
Contudo, desde 2023, a fábrica voltou a enfrentar dificuldades, passando por duas paralisações. Em março de 2024, a Unigel suspendeu as atividades por tempo indeterminado.
Após alinhamentos judiciais, a Petrobras abriu licitação para recebimento de propostas para que uma nova empresa assumisse as operações das fábricas em Sergipe e na Bahia. A Engeman Manutenção de Equipamentos foi a vencedora do processo licitatório, com assinatura do contrato em setembro de 2025.

