Em entrevista para o Bom Dia, Ministro, nesta quarta-feira (7), o titular da pasta do Emprego e Trabalho, Luiz Marinho, destacou que o atual momento do país, no que diz respeito à geração de empregos, “não é uma bolha aqui e acolá, é um crescimento consistente”.
Em novembro de 2025, o Brasil superou a marca de milhões de empregos formais gerados no país desde janeiro de 2023. Com isso, a nação chegou a 49,09 milhões de vínculos formais ativos, o maior registrado na série histórica do Novo Caged. Soma-se a isso, um índice de 5,2% de desemprego, o menor patamar da série histórica.
“É um crescimento do emprego em todo o país e em todos os estados brasileiros, em todos os segmentos da economia”, afirmou o ministro.
Cenário econômico
Duas medidas importantes acompanham os resultados da geração de emprego formal, e impactarão a renda de milhões de trabalhadores brasileiros em 2026: o reajuste do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, com descontos menores para aqueles com salários entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais.
As mudanças já estão valendo desde o dia 1º de janeiro. O salário mínimo, que antes era R$ 1.518, passou a ser R$ 1.621, um aumento de 6,7%. Os reajustes anuais consideram a inflação dos 12 meses anteriores e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB ) do segundo ano anterior ao vigente.
A expectativa do ministro é de crescimento do PIB este ano – considerando os anos anteriores – o que deve aumentar o salário mínimo em 2027.
“Este ano de novo vai crescer a economia, crescer o PIB brasileiro, e crescendo o PIB per capita seguramente também crescerá o salário mínimo de novo, olhando para 2027”, detalhou.
Escala 6X1
Outro ponto discutido na entrevista foi o debate sobre o fim da jornada de trabalho 6×1, sem redução de salário. O ministro destacou que o tema é prioridade do governo e dos trabalhadores e defendeu a redução da jornada como uma forma de melhorar as condições de trabalho, a saúde física e mental e o equilíbrio entre vida profissional e familiar.
“A jornada 6×1 é a mais cruel em todo o território global, onde ela está ainda em prática, em especial para as mulheres. Então, temos que pensar na redução da jornada máxima do país”, ressaltou Luiz Marinho.
Luiz Marinho destacou ainda a importância da qualificação do trabalhador brasileiro, com foco especial na juventude. O ministro destacou a atuação do Ministério do Trabalho e Emprego em programas de capacitação, incluindo iniciativas de qualificação digital em parceria com a Microsoft, voltadas a ampliar as competências técnicas e digitais necessárias ao mercado de trabalho.
“Os jovens sabem redes sociais, essas ferramentas de comunicação aleatória. Mas quando precisa baixar ou anexar um arquivo, ele não sabe fazer. Nós precisamos de um processo de qualificação, de capacitação na área digital, como foi no passado”, afirmou.
Programa de Alimentação do Trabalhador
Foi discutido também, a modernização do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). As novas regras beneficiarão diretamente mais de 22 milhões de trabalhadores que terão mais liberdade de escolha e melhor aceitação dos cartões em estabelecimentos.
Segundo Luiz Marinho, entra em vigor em fevereiro a taxa máxima permitida. Antes, havia situações com taxas superiores a 10% ao mês. Com a mudança, o limite será de 3,6%, incluindo a tarifa de intercâmbio, que não poderá ultrapassar 2%. A medida, segundo o ministro, deve ampliar o número de restaurantes, mercados e outros estabelecimentos aptos a aderir ao programa.
Seguro Defeso
Ao final, o ministro destacou a nova gestão do Seguro Defeso, sob responsabilidade do Ministério do Trabalho desde novembro de 2025, com foco em garantir o benefício apenas aos pescadores artesanais que vivem exclusivamente da pesca, conforme prevê a lei.

