A economia brasileira caminha para 2026 sob um ambiente de maior volatilidade, pressionada por um mercado de trabalho aquecido, juros ainda elevados e o início do ciclo eleitoral, cenário que exige dos investidores disciplina, diversificação e decisões cada vez mais estratégicas.
A análise é de Diogo Almeida, economista-chefe da pernambucana Pequod Investimentos, assessoria que, apesar de um 2025 desafiador devido à escalada dos juros, vive sua melhor fase. Esse ano, a empresa entrou no segmento de fusões e aquisições e foi premiada como a melhor associada da XP no Brasil, numa disputa com mais de 500 escritórios em todo o país.
Para 2026, Almeida projeta um ambiente bastante complexo para os mercados, com oscilações mais intensas nos preços dos ativos e aumento da sensibilidade a fatores políticos e econômicos. Segundo ele, o contexto eleitoral já começa a afetar expectativas e deve ampliar a volatilidade ao longo dos próximos meses.
“Vamos entrar em um período de instabilidade. O processo sucessório, especialmente a escolha do novo presidente da República, tende a trazer impactos relevantes para os ativos, com movimentos mais bruscos e mudanças muito rápidas de percepção”, antecipa.
Juros altos, pressão do consumo e cautela
Ao analisar 2025, Almeida destaca que a manutenção da Selic em patamares elevados – uma das variáveis que marcou o ano – refletiu, sobretudo, fatores domésticos. Segundo o especialista, apesar da melhora gradual da inflação, o aquecimento da economia e, consequentemente, do mercado de trabalho, segue como ponto de atenção do Banco Central.
“Esse é um aspecto que também precisa ser considerado criteriosamente ao se avaliar as projeções para 2026”, adverte. “O emprego continua aquecido, gerando aumento da renda, e portanto mais consumo e pressão sobre a demanda. Logo, a expectativa é de que a política monetária cautelosa do Banco Central em 2025 se mantenha no ano que vem”, acrescenta.
Para os investimentos, o economista reforça que não há soluções únicas: “Cada investidor tem objetivos, horizontes e tolerância a risco distintos. O princípio que vale para todos é a diversificação, com uma carteira balanceada capaz de atravessar cenários inesperados como os que devem se concretizar”.
Nova divisão: Pequod Corporate Advisory
É nesse contexto de maior complexidade econômica e financeira que a Pequod passa por um ciclo virtuoso. O grande marco desse momento é a Pequod Corporate Advisory, divisão lançada em novembro e dedicada a fusões e aquisições, captação de recursos e estruturação de dívidas corporativas.
O novo braço tem na mira empresas com faturamento entre R$ 30 milhões e R$ 2 bilhões, nos polos econômicos mais dinâmicos do Norte e Nordeste, regiões historicamente menos atendidas pelos grandes bancos do setor.
A expansão ocorre em paralelo ao reconhecimento do trabalho de excelência da Pequod. Diogo Velho Barreto, sócio-fundador da empresa, reforça a relevância do prêmio de Melhor Escritório da XP em 2025, visto que o título foi conquistado durante o Brazil Advisor Awards, considerado o maior evento de investimentos do mundo. “A premiação reflete um modelo de crescimento consistente e foco absoluto na qualidade, excelência técnica e visão de longo prazo”, destaca.
Sobre a Pequod Investimentos
Fundada em 2019, a Pequod Investimentos possui operações no Recife (PE), Caruaru (PE), Fortaleza (CE) e Maceió (AL), com mais de R$ 4 bilhões sob custódia em ativos no Brasil e no exterior. A assessoria nasceu com o propósito de transformar a experiência de investimento para clientes Private e Alta Renda. O nome da empresa tem forte simbolismo, pois foi inspirado no clássico Moby Dick, de Herman Melville. No romance, o Pequod é a embarcação que parte em busca da baleia branca — símbolo dos grandes objetivos humanos.

