Fortaleza registrou o maior Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste em 2023. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (19).
O PIB da capital cearense em 2023 foi de R$ 86,9 bilhões, com uma alta de 18,3%. Com isso, a participação da cidade no PIB nordestino passou a ser de 5,75% e ocupa a 11ª posição nacionalmente.
Salvador (R$ 76,6 bilhões) e Recife (R$ 66,3 bilhões), ocupam, respectivamente, o segundo e terceiro no ranking, ambas com aumento de mais de 20% no PIB, em relação aos dados anteriores.
Logo após estão São Luís (R$ 42,38 bilhões), Maceió (R$ 33,74 bilhões), Natal (R$ 31,16 bilhões), Teresina (R$ 29,44 bilhões), João Pessoa (R$ 28,44 bilhões), Camaçari (R$ 27,41 bilhões) e São Francisco do Conde (R$ 26,5 bilhões).
Aracaju foi a única capital do Nordeste que não compôs o ranking, no entanto tem o 11º PIB da região (R$ 22,2 bilhões).
Nordeste registra piores PIB per Capita
Os cinco piores PIBs per capita do país foram registrados na região Nordeste. Manari, no interior pernambucano, registrou o menor PIB per capita do país no período, com R$ 7.201,70. Além disso, quatro cidades do Maranhão também compõem o top cinco: Nina Rodrigues, com R$ 7.701,32; Matões do Norte, com R$ 7.722,89; Cajapió, com R$ 8.079,74; e São João Batista, com R$ 8.246,12.
Brasil
De acordo com os dados, 25 municípios concentram 34,2% do PIB nacional. São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília estão no topo da lista.
Para o analista do IBGE, Luiz Antonio do Nascimento de Sá, essas três cidades se mantêm nas primeiras posições desde o início da série histórica, em 2002, mas perdem participação gradativamente ao longo dos anos.
O ranking ainda conta com 11 capitais, nove municípios paulistas, quatro fluminenses e um mineiro. Segundo o estudo, cem municípios concentram 52,9% do PIB do Brasil.
Em 2023, as capitais, incluindo Brasília, representavam 28,3% do PIB brasileiro e as não capitais, 71,7%.
O setor de serviços foi o responsável pelo aumento da participação das capitais no PIB em 2023: São Paulo teve o maior ganho de participação (0,4 ponto percentual-p.p), chegando a 9,7% do PIB nacional, seguido por Brasília, Porto Alegre e Rio de Janeiro, com aumentos de 0,1 p.p., cada. Belo Horizonte variou próximo a 0,1 p.p. e permaneceu entre as capitais com maior peso.

