Candidato da direita vence eleições no Chile

O candidato de direita José Antonio Kast (Partido Republicano), 59 anos, venceu as eleições majoritárias do Chile neste domingo (14).

O opositor do governo de Gabriel Boric (Frente Ampla, esquerda), que concorreu contra a ex-ministra do Trabalho do atual mandatário, Jeannete Jara (Partido Comunista), tinha 58,2% dos votos válidos apurados até as 22h02.

A vitória representa uma reviravolta no pleito, visto que, no 1º turno, ele havia obtido 23,9% dos votos, contra 26,8% de Jara. Neste 2º turno, a rejeição dos candidatos ganhou protagonismo e a direita se uniu em apoio ao nome de Kast.

De acordo com a Constituição chilena, o presidente atual não pode concorrer à reeleição. O mandato presidencial no Chile é de 4 anos. A posse de Kast será em 11 de março de 2026.

Quem é o novo presidente do Chile

Kast nasceu em Santiago em 18 de janeiro de 1966. É o mais novo dos 10 filhos de Michael Kast Schindele, militar alemão que integrou as forças armadas nazistas e, ao fim da 2ª Guerra Mundial, conseguiu emigrar para a América do Sul. Seu irmão mais velho, Miguel (Michael) Kast, estudou economia em Chicago no inicio dos anos 1970 e foi ministro de Estado e presidente do Banco Central do Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet.

José Antonio Kast formou-se advogado pela Universidade Católica do Chile. Em 1988, participou da campanha pela continuidade do regime de Pinochet no prebiscito que encerrou a ditadura no país. É candidato a presidente pela 3ª vez –tentou em 2017 e 2021. Foi deputado por 4 mandatos consecutivos, de 2002 a 2018. Em 2016, deixou o partido União Democrática Independente e, em 2019, fundou o Partido Republicano do Chile.

De 2022 a 2024, presidiu a Political Network for Values, organização política internacional que se opõe ao aborto, à eutanásia, à manipulação genética, à gestação por substituição (quando uma mulher gesta um bebê para outra pessoa ou casal) e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Em seu programa de governo, Kast defende o combate ao crime organizado e o controle da migração para aumentar a segurança. As medidas incluem fechar as fronteiras para imigrantes sem documentação, criminalizar a imigração irregular, construir muros e expandir prisões –propostas que ecoam políticas adotadas por governos de direita como o de Donald Trump, nos Estados Unidos, e Nayib Bukele, em El Salvador.

Fonte: PODER 360
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Redacao RNE

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