Advogado da concessionária ineficiente compara Ricardo Nunes a “marido traído”, enquanto empresa acumula apagões e pode perder a concessão
247 – A Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica em São Paulo, decidiu reagir ao colapso que provocou na maior cidade do país não com autocrítica ou pedido de desculpas, mas com agressões verbais de baixo nível contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Após deixar mais de 2,2 milhões de imóveis sem luz no pico do apagão e manter centenas de milhares de famílias às escuras por dias, a empresa partiu para o ataque pessoal como estratégia de defesa.
A informação foi publicada nesta sexta-feira em nota da jornalista Monica Bergamo. Em declaração à coluna, o advogado Henrique Ávila, sócio do escritório Bermudes Advogados e representante da Enel, comparou o prefeito a “um marido traído que culpa o sofá”, numa fala que escancara o desespero e a irresponsabilidade institucional da concessionária diante de uma crise que ela própria produziu.
“O prefeito age como o marido traído que coloca a culpa no sofá. Ele que assuma suas responsabilidades e reconheça que o caos se instalou em razão do não cumprimento das suas obrigações de podas de árvores”, afirmou o advogado, numa tentativa grosseira de transferir à Prefeitura a culpa por uma sucessão de falhas estruturais da Enel.
A declaração não apenas desrespeita o chefe do Executivo da maior cidade do país, como afronta diretamente a população paulistana, que sofreu com apagões prolongados, trânsito em colapso, interrupções no abastecimento de água e caos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos. Um caos, diga-se de passagem, que afetou o País inteiro, com voos que tinham São Paulo como destino cancelados em várias cidades.

