A Sudene irá apresentar nesta quinta-feira (11), às 9h, o relatório “Rotas para o Nordeste: Produtividade, Empregos e Inclusão”, do Banco Mundial, que sugere caminhos para impulsionar o desenvolvimento sustentável da região, com foco na geração de emprego, melhoria do ambiente de negócios e fortalecimento da infraestrutura.
Com cerca de 54 milhões de habitantes – 80% em idade economicamente ativa – o Nordeste reúne um dos maiores e mais jovens contingentes de trabalhadores do país. O relatório observa que a agricultura tem sido o principal motor do crescimento regional, no entanto reforça que a transição para um desenvolvimento mais efetivo depende de ampliar a produtividade nos setores urbanos, especialmente na manufatura e nos serviços, que concentra a maior mão de obra.
Capacitação profissional e inserção das mulheres no mercado de trabalho
Para aproveitar esse potencial, o Banco Mundial recomenda ampliar a capacitação profissional, fortalecer os sistemas de intermediação de trabalho e criar políticas que promovam a inclusão, especialmente para mulheres e grupos marginalizados. Hoje, a taxa de participação feminina na força de trabalho nordestina é de apenas 41%, frente a 52% no restante do país.
O Banco Mundial sugere três frentes para ampliar a participação feminina: Ampliação de creches e serviços de cuidado; Redução das disparidades salariais; Prevenção à discriminação e ambientes de trabalho adequados.
“Ao ajudar as empresas a melhorarem, investir nas pessoas e modernizar a infraestrutura, podemos aumentar a produtividade da economia e criar mais e melhores empregos. Isso ampliará as oportunidades de mobilidade social da população”, disse Cécile Fruman, diretora do Banco Mundial para o Brasil
Transição Energética
O documento também aponta o papel estratégico do Nordeste na transição energética brasileira, beneficiado pela expansão das fontes renováveis e pelas oportunidades em setores emergentes, como o hidrogênio verde.
Com 91% da energia eólica e 42% da solar brasileira, o Nordeste tem condições de se tornar o maior hub energético limpo do Hemisfério Sul, segundo o relatório do Banco Mundial.
Mesmo com esse potencial natural para energia limpa, o Banco Mundial alerta que tal riqueza só se concretizará, de forma sustentável, se o Nordeste atrair fábricas conectadas ao uso de energia limpa; criar clusters de inovação; fomentar encadeamentos produtivos com pequenas e médias empresas.

