Tendências de meios de pagamento: saiba o que esperar do mercado em 2026

 

Pix e carteiras digitais redefinem fluxo de caixa, precificação e relacionamento com clientes

 

 

São Paulo – O mercado brasileiro de pagamentos vive uma aceleração sem precedentes, e essa tendência deve se consolidar ainda mais em 2026. Dados recentes do Banco Central do Brasil (BCB) mostram que, apenas no primeiro semestre de 2025, foram registradas 72,5 bilhões de transações, totalizando R$ 59,7 trilhões. Dessas transações, o Pix responde por 50,9% com 36,9 bilhões de operações, representando um aumento de 27,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Além do volume, o Pix registrou um recorde histórico em 2025. Em um único dia, foram realizadas 276,7 milhões de transferências, movimentando R$ 135,6 bilhões. Os números ilustram a crescente adoção do sistema como infraestrutura de pagamentos principal, sendo cada vez mais presente para transações de consumo e pagamentos entre empresas e clientes.

Para 2026, espera-se que essa tendência se intensifique: o Pix e as carteiras digitais devem consolidar ainda mais sua posição, em especial com o avanço de funcionalidades como pagamentos recorrentes e integração direta com plataformas de e-commerce e apps de serviços. É o que acredita Lígia Lopes, CEO da Teros, plataforma de automação inteligente que transforma dados em resultados.

“Isso terá efeitos práticos e profundos sobre a gestão financeira das empresas. O fluxo de caixa tende a se tornar mais ágil e previsível, uma vez que os pagamentos chegam instantaneamente, reduzindo o prazo entre venda e liquidação. Da mesma forma, a velocidade e a conveniência dos pagamentos instantâneos favorecem a adoção de modelos de precificação mais dinâmicos”, complementa Lígia.

Além disso, na precificação e no relacionamento com clientes, o uso disseminado de pagamentos instantâneos e carteiras digitais abre espaço para novos modelos de negócio. Conforme Lopes, com a velocidade e a conveniência que o Pix e carteiras digitais oferecem, empresas podem repensar ciclos de recebimento, antecipações e oferecer descontos para pagamentos imediatos.

“Para as empresas, sobretudo as de pequeno e médio porte, essas transformações representam uma oportunidade de mitigar problemas típicos de capital de giro, ao mesmo tempo em que podem reduzir a dependência de crédito ou de prazos longos de pagamento, e ganhar agilidade operacional. Para o consumidor, traduzem-se em maior conveniência, rapidez na liquidação dos pagamentos e acesso a um leque mais amplo de métodos, reforçando a inclusão financeira”, aponta a CEO.

Ainda segundo a especialista, já se nota também o crescimento do que se chama de ‘embedded payments’, ou seja, a incorporação de meios de pagamento diretamente em apps e plataformas de consumo. Grandes marketplaces, apps de delivery e super-apps têm adotado carteiras digitais integradas, reduzindo a dependência de intermediários e aumentando o controle sobre a experiência do usuário e os dados de transação.

“Em 2026, o Brasil caminhará para uma consolidação dos pagamentos instantâneos e digitais no cotidiano de empresas e consumidores de todo o país. É um avanço que reforça a busca por mais eficiência, mas também amplia o acesso a soluções financeiras modernas e seguras. À medida que o mercado adota tecnologias mais integradas, cria-se um ambiente favorável para inovação, impulsionando o desenvolvimento econômico de forma sustentável”, conclui Lígia Lopes.

 

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Walter Santos

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