Mais do que uma necessidade operacional, o anúncio de R$ 142 milhões a serem aplicados nos aeroportos de Aracati e Jericoacoara, no litoral cearense, importantes portas de entrada do turismo cearense, atende a uma demanda urgente por infraestrutura capaz de acompanhar o crescimento acelerado do turismo regional.
Os valores foram anunciados durante recente visita técnica do secretário executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, aos dois equipamentos.
Em Jericoacoara, o Aeroporto Regional Comandante Ariston Pessoa, em Cruz, que recebe fluxo anual estimado em 300 mil passageiros, a comitiva avaliou o fluxo operacional e as necessidades estruturais. O terminal deve receber quase R$ 100 milhões para reformar o prédio, ampliar a pista e construir áreas de segurança (RESAs) nas duas cabeceiras.
“Jericoacoara é conhecida mundialmente pelas belezas naturais e deve ter um aeroporto à altura. Colocado em oferta pública, a previsão é de que tenhamos um investimento de quase R$ 100 milhões para reformar o terminal, ampliar a pista de pousos e decolagens e garantir mais segurança aeronáutica com a construção nas duas cabeceiras de RESA”, afirmou o secretário.
Aracati: porta de entrada para o litoral leste
No Aeroporto Dragão do Mar, em Aracati, a equipe técnica avaliou as instalações e confirmou previsão de cerca de R$ 42 milhões para ampliação do pátio de aeronaves, reforma do terminal de passageiros e expansão do estacionamento. A modernização aparece como um movimento estratégico para fortalecer o turismo no litoral leste cearense, sobretudo em Canoa Quebrada, destino que se mantém entre os mais visitados do Nordeste.
A requalificação do aeroporto é vista também como oportunidade para recuperar a aviação comercial e consolidar a aviação geral como ferramenta de integração regional — articulando municípios vizinhos e conectando o Ceará a polos turísticos do Rio Grande do Norte.
Novo ciclo
Mais do que obras pontuais, a iniciativa se encaixa na estratégia nacional de regionalização do turismo, que aposta na melhoria da infraestrutura aeroportuária como aceleradora do desenvolvimento econômico, da geração de empregos e da ampliação do fluxo turístico em destinos de alta vocação.
No Nordeste, onde o turismo já responde por fatia crescente do Produto Interno Bruto (PIB) a requalificação desses terminais cria condições para diversificar rotas, reduzir gargalos e distribuir melhor o movimento de visitantes ao longo do território.
Com o AmpliAR, o governo federal replica nos aeroportos regionais o modelo de concessões que transformou os grandes terminais brasileiros. A expectativa é criar um novo ciclo de investimentos, elevando o padrão de serviço e fortalecendo a malha aérea em regiões turísticas estratégicas.


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