Por Luciana Leão
A semana abriu com movimentos políticos em diferentes estados, reforçando que a disputa eleitoral já entrou no modo de “troca-troca”.
O ex-senador e ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates oficializou sua saída do PT após 11 anos, nesta segunda-feira, 24.
Em cartas entregues à direção nacional e ao diretório do Rio Grande do Norte, ele atribuiu a decisão à perda de espaço político, mas fez questão de registrar que deixa o partido “sem mágoas, com gratidão”.
Prates agradeceu lideranças que marcaram sua trajetória e dirigiu um aceno especial à militância petista, sobretudo a das regiões mais vulneráveis. Ao se despedir, afirmou que seguirá no campo progressista, agora em uma legenda com tradição similar de defesa da justiça social e da soberania nacional — sem ainda revelar qual.
No Ceará, o movimento veio de Ciro Gomes
Após romper com o PDT, Ciro se filiou ao PSDB, retomando vínculos históricos com o partido e assumindo a presidência estadual da sigla. A mudança o reposiciona no tabuleiro local e o aproxima de forças de centro-direita, incluindo setores bolsonaristas que têm demonstrado intenção de apoiá-lo.
O movimento sinaliza uma estratégia para disputar o governo do estado em 2026 em oposição ao bloco liderado pelo PT, tendo à frente o governador Elmano de Freitas, que deve tentar reeleição.
A guinada de Ciro, porém, gerou conflitos internos, já que o irmão e aliado histórico, Cid Gomes, já declarou que não seguirá com ele nesse novo alinhamento.
Em Pernambuco, o tabuleiro também se moveu
O deputado federal Fernando Monteiro deixou o Republicanos, partido do ministro Sílvio Costa Filho, e migrou para o PSD, legenda que abriga a governadora Raquel Lyra.
A troca é interpretada como um passo para fortalecer articulações estaduais e consolidar posições no campo da centro-direita, em oposição ao atual prefeito do Recife, João Campos (PSB), pré-candidato ao governo de Pernambuco numa briga que promete ser acirrada com a atual gestora, Raquel Lyra, do PSD.

