Perícia da PF confirma maquiagem contábil e rombo de R$ 400 mi em MS

Rubens de Oliveira e seus ex-gestores são investigados por falsidade ideológica e gestão fraudulenta

MidiaNews

DA REDAÇÃO

 

Além de Rubens, também são réus na ação Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma (ex-diretora financeira), Jaqueline Proença Larrea (ex-assessora jurídica), Eroaldo de Oliveira (ex-consultor executivo), Ana Paula Parizotto (ex-superintendente administrativa-financeira) e a contadora Tatiana Gracielle Bassan Leite (ex-chefe de núcleo de compliance).

O laudo, assinado pelo perito criminal federal Domingos Gomes Figueira, possui 149 páginas e detalha como a gestão criou uma “realidade paralela” para mascarar o rombo milionário.

Entre as irregularidades apontadas estão o lançamento de receitas fictícias, como um contrato inexistente de R$ 50 milhões com a DASA; notas fiscais sem respaldo econômico criadas apenas para gerar receita; a chamada “pedalada” de custos, por meio da alteração de datas no sistema para empurrar despesas de 2022 para 2023 e ocultar mais de R$ 120 milhões; além do cancelamento aleatório de pagamentos a médicos e prestadores para melhorar artificialmente o resultado financeiro.

A perícia da Polícia Federal concluiu ainda que as fraudes não foram acidentais.

Segundo o laudo, havia uma intensa disputa política na cooperativa, e a “maquiagem” dos números serviram para garantir a permanência do grupo de Rubens no comando da Unimed Cuiabá.

“A apresentação de um balanço com resultado positivo era imprescindível para a reeleição do grupo de Rubens Carlos de Oliveira Junior para mais um mandato”, diz outro trecho do documento.

Rubens e seus ex-gestores respondem por crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, estelionato e outras infrações correlatas. Eles foram alvos, em outubro do ano passado, da Operação Bilanz, deflagrada pela Polícia Federal.

A operação foi desencadeada após denúncia da atual direção da cooperativa, presidida pelo médico Carlos Bouret, que apontou exatamente o que a perícia agora confirma: o balanço contábil de 2022 teria sido “maquiado”. Na época, o documento apresentado pelo grupo mostrava um saldo positivo de R$ 370 mil, quando na realidade existia um rombo superior a R$ 400 milhões.

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Walter Santos

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