Trump enfrenta maior shutdown da História dos EUA

O shutdown nos EUA chegou nesta quarta-feira (5) ao 36º dia, tornando-se o mais longo da história americana. A paralisação é resultado do impasse entre o presidente Donald Trump e o Congresso em relação ao Orçamento.

Até então, a maior paralisação federal dos EUA aconteceu em 2018, durante 35 dias, durante o primeiro mandato de Donald Trump.

O bloqueio orçamentário provocou a interrupção de diversos serviços federais e afastou temporariamente centenas de milhares de servidores. Estima-se que as perdas econômicas, impulsionadas por atrasos no setor de transportes e pela queda no turismo, já ultrapassem US$ 15 bilhões (R$ 80,45 bilhões) por semana, segundo estimativas de analistas. O PIB dos EUA chega a US$ 30 trilhões (mais de R$ 150 trilhões)

Em geral, os efeitos de um impasse desse tipo tendem a ser temporários, mas se tornam preocupantes quando recorrentes ou prolongados, pois comprometem ajustes fiscais essenciais à estabilidade do país.

O principal impacto imediato nos EUA é o atraso na divulgação de indicadores econômicos, como o payroll, o que deixa o mercado sem informações essenciais para balizar as decisões do Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano), sobre taxas de juros.

O shutdown entrou em vigor após a meia-noite de 1º de outubro, marcando a primeira suspensão das atividades do governo federal dos Estados Unidos desde 2019. Segundo pesquisa da NBC News, 52% dos eleitores culpam o presidente pela paralisação e os republicanos, ante 42% que atribuem a culpa aos democratas.

O que aconteceu?

O colapso nas negociações foi causado pela rejeição no Senado de uma legislação essencial chamada “resolução contínua”. Essa medida permitiria que o governo operasse com o orçamento atual até 21 de novembro, evitando a paralisação.

A proposta, aprovada pela Câmara, foi rejeitada no Senado por 55 votos a 45, ficando abaixo dos 60 necessários.

O principal ponto de discórdia entre republicanos e democratas é a demanda dos democratas pela prorrogação dos créditos fiscais federais da Lei de Proteção ao Paciente e Cuidados Acessíveis (Affordable Care Act), que expirariam no final do ano.

Os republicanos, que controlam a Câmara, o Senado e a Casa Branca, acusam os democratas de forçarem a paralisação. O presidente Donald Trump criticou a oposição, alegando que ela busca conceder benefícios de saúde pública a imigrantes indocumentados, o que é ilegal.

Por outro lado, os democratas responsabilizam os republicanos. Chuck Schumer, líder da minoria no Senado, afirmou que os republicanos não protegeram a saúde dos americanos, causando a paralisação.

Quem é afetado?

Cerca de 750 mil trabalhadores não essenciais foram colocados em licença não remunerada. Funcionários considerados essenciais, como militares, agentes de segurança aeroportuários e seguranças de fronteira, continuam trabalhando sem remuneração até que o impasse seja resolvido.

Segundo informações divulgadas pelo The New York Times, citando duas fontes anônimas, Timothy Mellon, bilionário e grande doador de Trump, doou US$ 130 milhões (R$ 698,1 milhões) para ajudar o governo federal a pagar os militares.

O Pentágono confirmou que aceitou a doação para garantir o pagamento dos salários dos membros das Forças Armadas durante o período de paralisação do governo (shutdown).

 

Fonte: Forbes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Luciana Leão

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