Mundo em conflitos: como e por que a sociedade aceita uso letal nas favelas em nome da paz, que condena matança

Imagem a partir de veiculação do senador Humberto Costa (PT/PE)

São os primeiros números de pesquisa de opinião pública Datafolha monitorando a reação popular sobre o massacre absurdo da Polícia do governo Cláudio de Castro que, do ponto-de-vista civilizatório, preocupa imensamente porque a tendência de banalização da vida em nome de um filtro ideológico radical tende mais ao facismo como doutrina, ao invés da postura mais humanista. Isso, contudo, não ignora o enfrentamento necessário ao tráfico.

Os números expõem conceito de que, conforme a pesquisa, 38% dos entrevistados consideraram a operação bem-sucedida de forma integral, enquanto 18% aprovaram parcialmente.

Vejam bem: entre os que desaprovaram,  27% discordaram totalmente e 12% apenas parcialmente. Outros 5% não souberam ou não responderam.

Tem mais detalhes a merecer análise sobre o conjunto de informações porque os dados também mostram diferenças por gênero e faixa etária: 68% dos homens aprovaram a ação, contra 47% das mulheres.

Ainda merece abordagem a reflexão conceitual da tragédia assimilada por parte da sociedade porque, por exemplo, Jovens de 16 a 24 anos e membros da classe média com renda de 5 a 10 salários mínimos se mostraram mais críticos, com 59% e 49% de desaprovação, respectivamente.

Na prática, significa dizer que o fator ideológico na direção do conservadorismo radical a aprovar a matança explica a existência na sociedade brasileira de um posicionamento de tendência conservadora à Direita.

INFLUÊNCIA DIGITAL

Além do mais, a narrativa nas redes sociais pró teses fascistas de aprovação à matança confundindo bandidos com a sociedade civil decente expressa a expansão do conservadorismo no mundo e, em particular, no Brasil.

Isto significa dizer que as teses mais conservadoras e radicais têm se expandido conceitualmente mais do que a tendência humanista, onde o estado precisa respeitar a cidadania e não transformá-la e confundir todos como bandidos, mesmo havendo necessidade de combate ao tráfico.

ESTADO CIDADÃO 

A reação dos governos brasileiros conservadores tendo Ronaldo Caiado, em detrimento da conduta correta do Governo Lula a observar condicionantes da Constituição na não interferência nos estados, tendo o goiano como porta-voz manipulando dados, expõe outra fase do perigo do conflito político à vista.

A eficácia policial estratégica conduzida pelo ministro Ricardo Lewandowiski, entretanto, ampliando as punições para o Crime Organizado atingindo aspectos fundamentais com o asfixiamento financeiro se traduzem em eficiência fundamental aliada ao combate policial ostensivo tem efeitos positivos sem dúvidas.

PROTEGENDO BANDIDOS BILIONÁRIOS

Os fatos provam que parte da classe política conservadora próxima ao PL, na prática defende os Capa Preta – bandidos bilionários sem o mesmo vigor do que advogam contra os pretos e pobres nas diversas comunidades.

ÚLTIMA

“Em terra de cego/ quem tem um olho é rei”

Curta e compartilhe:

Walter Santos

Leia mais →

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *