As cenas registradas de conflitos políticos atualmente em 5 dos 12 países sul-americanos estão em vias de convivência com nova tentativa de Golpe, agora na Venezuela, diante de movimentos do exército americano sob comando de Donald Trump buscando consolidar nova grave intervenção na América do Sul.
O argumento de agora de Trump – com a falsa narrativa de combate ao narcotráfico – lembra bem o mesmo argumento falso de George Bush em 2003 contra o Iraque e Saddan Russein – ano em que o presidente Lula tomou posse no Brasil e passou a conviver com tentativa de Golpe somente consolidado em 2016 diante do Impeachment de Dilma Rousseff.
ZÉ DIRCEU, A 1a VÍTIMA
Quando Lula ascendeu em 2003 apresentou como Chefe da Casa Civil o então deputado federal José Dirceu com sua capacidade reconhecida de interlocução dentro e fora do Brasil a incomodar muito o Establishment internacional.
Na estratégia dos inimigos do PT, diante de um hábil e capaz Ministro que com Luiz Gushiken na SECOM promoveu a implantação de valorização da pequena e média Mídia, de cara atraiu o ódio da Grande Mídia que em 2005 bancou a primeira tentativa organizada de Golpe com o famoso Mensalão.
Como se sabe, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, denunciou a existência posteriormente não comprovada de um esquema de pagamento de mensalidades a deputados federais sob a acusação de ser chefiado por José Dirceu.
A história prova a farsa na sequência, mas já aí a estrutura paralela do poder político e financeiro internacional e nacional fez a primeira vítima, Zé Dirceu, porque sem isso ele teria sido o sucessor de Lula na presidência da República. Lembremos que à época o líder petista elegeu “um poste”, como dizia a mídia escrota nacional.
A PROVA DA INOCÊNCIA
A Grande Mídia montou sua versão, mas os autos existentes provam que a abertura do processo AP 470 pelo então PGR Roberto Gurgel apontou José Dirceu como chefe. O rito processual aberto permitiu na sequência a abertura de três iniciativas: quebra do sigilo fiscal, telefônico de Zé Dirceu e toda família, contratação de auditoria independente para identificar quem era dono do cartão Visanet e se as propagandas da agência de Marcos Valério teriam sido executadas.
Em síntese, ficou comprovado que todas as campanhas do BB ( gestão Pizzolato) tinham sido efetivadas com Rede Globo com mais de 60% do faturamento, o cartão Visanet era de propriedade dos bancos privados (Itau, Bradesco, Unibanco, etc) e no caso da vida e conta de Zé Dirceu absolutamente nada foi encontrado contra ele.
CPI E ESCÂNDALO
O Mensalão serviu como primeira ação preliminar da Lava Jato como preâmbulo e narrativa para abertura de CPI na Câmara para desgastar os líderes petistas em ascensão, mas que passaram a ser tratados como bandidos.
José Dirceu, por exemplo, cuja AP 470 acompanhamos de perto, foi condenado pela tese do “Direito de Fato” pelo STF sem amparo jurídico legal, mas foi mesmo assim sem nenhuma prova de envolvimento dele no caso.
TESE RECORRENTE
Em síntese, as tentativas de Golpe no continente sul-americano se renovam e se mantém diante da arrogância bélica e política americana, que convive com declínio visível na geopolítica global diante dos novos Players da história, onde o Brasil cumpre papel determinante em favor da Democracia e da Soberania.
Eis o resumo da Ópera!
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“O olho que existe/ é o que vê”

