O Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), realizaram nesta quarta-feira (22), na B3 em São Paulo, o leilão do Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) de Maceió (AL). O terminal foi arrematado pela empresa Consórcio Britto-Macelog II.
O porto recebeu uma oferta de R$ 50 mil pela outorga oferecida pelo vencedor do certame e possui um prazo de 25 anos para concessão. A estimativa é que deverão ser investidos R$ 3,75 milhões no terminal, que é um dos principais pontos de recepção de cruzeiros do Nordeste. O objetivo é transformar o terminal em um polo estratégico de turismo marítimo nacional.
André Luiz Filho, administrador da Macelog II, agradeceu ao ministro Silvio Costa Filho e destacou a importância da concessão. “Essa é uma empresa genuinamente alagoana, e confiamos que vamos tornar o porto mais competitivo e trazer mais desenvolvimento para Maceió. Esse porto tem uma história muito rica: foi inaugurado em 1940 por Getúlio Vargas e, depois, recebeu Clarice Lispector quando ela chegou da Ucrânia. Seguimos conscientes das dificuldades, mas com avanços, principalmente no turismo. Alagoas venceu”, afirmou.
Melhorias para o terminal
O Porto de Maceió movimenta mais de 100 mil passageiros por temporada com uma área total de 5.678,23 metros quadrados. Com as obras e melhorias previstas, a expectativa é de ampliação gradual da capacidade de atendimento, hoje limitada a 612 passageiros por dia, além da atração de novas rotas e companhias marítimas.
O projeto de modernização do TMP inclui:
- Construção de um novo estacionamento com 112 vagas;
- Pavimentação e implantação de sistema de drenagem em 3.050 m²;
- Aquisição de novos mobiliários e equipamentos de apoio, como cadeiras, mesas, sofás e sistemas de controle de passageiros e bagagens;
- Instalação de equipamentos de segurança e combate a incêndio, que se tornarão bens reversíveis ao poder público ao fim da concessão.
Terminal do Rio de Janeiro
No mesmo leilão, o Terminal RDJ07, para operação offshore de petróleo no Rio de Janeiro, foi arrematado pela Petrobras por R$ 104 milhões. Com área de 56.832 m², receberá investimento de R$ 99,4 milhões. O plano inclui a demolição de estruturas antigas, construção de um novo galpão de no mínimo 3.500 m², áreas administrativas e operacionais, portarias, cercamento e melhorias nas vias internas de acesso.
O ministro Silvio Costa Filho ressaltou o avanço do programa de concessões portuárias. “Com esses leilões, já foram concedidos seis terminais neste ano, o que mostra o sucesso do projeto de modernizar e ampliar a estrutura portuária no país”, afirmou, lembrando também do leilão do Túnel Santos-Guarujá, parte da maior carteira de concessões portuárias dos últimos anos.
Os leilões desta quarta-feira fazem parte do segundo bloco de leilões portuários de 2025, organizado pelo MPor e Antaq, e seguem diretrizes da Lei dos Portos (Lei nº 12.815/2013), que regula o arrendamento e a exploração de instalações portuárias.
Consórcio Britto-Macelog II
O consórcio reúne as empresas Irmãos Britto e Maceió Logística e Serviços Portuários (Macelog).
- Irmãos Britto, presente no setor desde 1933, coordena a chegada e escala de navios, atracação e desatracação, operações de cais, apoio à tripulação e passageiros, interface com autoridades e soluções logísticas personalizadas.
- Macelog é operadora portuária qualificada no Porto de Maceió, atuando com granéis sólidos, cargas conteinerizadas, açúcar ensacado e carga geral.

