O setor de serviços segue como principal motor da economia nordestina em 2025, impulsionando a recuperação regional e sustentando a geração de empregos. Segundo dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Paraíba manteve a liderança no crescimento do setor entre os nove estados do Nordeste, com alta de 5,5% no acumulado de janeiro a agosto — mais que o dobro da média nacional (2,6%).
Logo em seguida, aparecem Sergipe (4,8%), Rio Grande do Norte (3,9%), Ceará (3,4%) e Maranhão (3,4%), consolidando um cenário de expansão em parte significativa da região. Em contrapartida, Bahia (-1,1%), Piauí (-1,1%) e Pernambuco (-0,2%) registraram retração no período.
No ranking nacional, a Paraíba ocupa o terceiro lugar entre os estados que mais cresceram no setor, ficando atrás apenas do Distrito Federal (6,4%) e do Mato Grosso do Sul (6,1%).
Tecnologia e comunicação puxam a alta
O levantamento aponta que as atividades ligadas à informação e comunicação foram as principais responsáveis pelo bom desempenho do setor. Esse grupo inclui empresas que atuam com portais, provedores de conteúdo e serviços de informação na Internet, além de desenvolvimento de softwares, consultoria em tecnologia da informação, tratamento de dados, serviços de hospedagem e suporte técnico.
Essas atividades vêm ganhando força em todo o Nordeste, especialmente em polos de inovação localizados em João Pessoa, Recife, Fortaleza e Aracaju — cidades que têm atraído startups e investimentos privados.
Emprego e impacto econômico
Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) reforçam o peso do setor para a economia nordestina. Só na Paraíba, o segmento foi responsável por 16.899 dos 19.948 empregos com carteira assinada gerados entre janeiro e agosto.
Em nível regional, os serviços continuam liderando a criação de vagas formais, refletindo o dinamismo de áreas como turismo, transporte, alimentação e tecnologia.

