Ação militar criminosa ocorreu em águas internacionais e interceptou 13 embarcações de um total de 45 que partiram da Espanha rumo à Faixa de Gaza
Brasileiros entre os detidos
Entre os capturados estão a deputada Luizianne Lins (PT-CE) e o ativista brasiliense Thiago Ávila, que enviou mensagem de apelo em vídeo.
“Cada minuto conta, cada segundo conta. Peçam ao meu governo que me leve para casa imediatamente e que leve todos os ativistas para suas casas”, disse Thiago na mensagem. No total, mais de 170 ativistas foram detidos, enquanto cerca de 30 barcos ainda continuam navegando em direção à Gaza.
Na lista dos brasileiros estão:
- Ariadne Catarina Cardoso Teles
- Magno De Carvalho Costa
- Luizianne De Oliveira Lins
- Gabrielle Da Silva Tolotti
- Bruno Sperb Rocha
- Mariana Conti Takahashi
- Thiago de Ávila e Silva Oliveira
- Lucas Farias Gusmão
- Mohamad Sami El Kadri
- Lisiane Proença Severo
- Nicolas Calabrese (argentino, com cidadania italiana, residente no Brasil)
Missão pacífica e reação internacional
A Anistia Internacional classificou a interceptação como ilegal: “nenhuma regra do direito internacional autoriza ataques a embarcações em livre navegação em águas internacionais. A missão da flotilha é pacífica, humanitária e legal”.
O Itamaraty lamentou a operação militar israelense, destacando que a ação “viola direitos e coloca em risco a integridade física de manifestantes pacíficos”. O chanceler Mauro Vieira confirmou preocupação com os 15 brasileiros a bordo.
Na rede X, o ministério israelense afirmou que os barcos da flotilha foram “abordados com segurança” e que os passageiros “estão sendo transferidos para um porto israelense”, conforme a Reuters.
Essa é a mais recente tentativa marítima de romper o bloqueio israelense a Gaza, onde maior parte do território foi reduzida a um terreno baldio após quase dois anos de guerra.
A flotilha esperava chegar a Gaza na manhã da quinta-feira, se não fosse interceptada.

