Festival de Brasília celebra 60 anos com recorde de público e prêmios para “Futuro Futuro” e “Laudelina”

Zé Maria Pescador ganhou a Menção Honrosa do festival por seu desempenho em ‘Futuro Futuro’ | Foto: Divulgação

 

O 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro encerrou sua edição comemorativa de 60 anos hoje (20), premiando “Futuro Futuro”, de Davi Pretto, como melhor longa-metragem da Mostra Competitiva Nacional, e “Laudelina e a Felicidade Guerreira”, de Milena Manfredini, como melhor curta. O evento reuniu cerca de 39 mil pessoas em nove dias de programação, exibiu 80 filmes escolhidos entre mais de 1,7 mil inscritos e distribuiu 50 prêmios, além de homenagear Fernanda Montenegro com o Troféu Candango pelo Conjunto da Obra.

Macaque in the trees
Ficção, 87 min, Rio Grande do Sul, 2025, 16 anos | Foto: Divulgação

 

A produção gaúcha de Pretto, além do principal prêmio, conquistou os troféus de melhor roteiro, montagem e uma menção honrosa ao ator Zé Maria Pescador. Entre os longas, “Corpo da Paz”, de Torquato Joel, ficou com a maioria dos prêmios técnicos, enquanto o júri popular elegeu “Assalto à Brasileira”, de José Eduardo Belmonte, como seu favorito.

Macaque in the trees

Laudelina e a felicidade guerreira | Foto: Divulgação 

 Nos curtas, “Laudelina” levou, além do prêmio de melhor filme, os troféus de melhor montagem, Zózimo Bulbul e Abraccine (júri da crítica). “Couraça”, de Susan Kalil e Daniel Arcades, venceu a escolha do público, e outros títulos como “Replika” e “A Pele do Ouro” também receberam destaques em categorias técnicas.

 Na Mostra Brasília, disputada pelo 27º Troféu Câmara Legislativa do DF, o longa “Maré Viva, Maré Morta”, de Cláudia Daibert, foi o grande vencedor, conquistando tanto os júris oficial e popular quanto prêmios técnicos e o reconhecimento do Sesc. Entre os curtas, “Três”, de Lila Foster, foi eleito pelo júri oficial, enquanto “Rainha”, de Raul de Lima, venceu o voto popular. A atriz Tuanny de Araújo brilhou ao receber o Candango por duas atuações: em “Terra” e “Notas Sobre a Identidade”.

 Na Mostra Caleidoscópio, avaliada por um júri internacional em parceria inédita com a Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci), o destaque foi “Uma Baleia Pode Ser Despedaçada Como uma Escola de Samba”, de Marina Meliande e Felipe Bragança. Já o Júri Jovem da UnB escolheu “Atravessa Minha Carne”, de Marcela Borela, como seu preferido.

Motivos para comemorar!

 O ponto alto da cerimônia foi a homenagem a Fernanda Montenegro, que aos 95 anos recebeu o Troféu Candango pelo Conjunto da Obra. Primeira atriz a ser premiada no festival, em 1965, Fernanda enviou um vídeo de agradecimento exibido ao público.

 Além das exibições no Cine Brasília, que reuniu 35 mil pessoas, o festival levou sessões a espaços culturais de Planaltina, Samambaia, Gama, Ceilândia e ao Setor Comercial Sul, alcançando quase 40 mil espectadores no total. Segundo a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, organizadora do evento junto ao Instituto Alvorada Brasil, foram gerados 571 empregos diretos e indiretos.

 A edição também foi marcada por debates sobre o futuro do audiovisual. Durante a 5ª Conferência do setor, a “Carta de Brasília” foi lida em defesa da regulação do VOD, da garantia de direitos autorais e da retomada de políticas públicas estruturantes para a produção nacional.

 Os filmes premiados terão reprises no Cine Brasília neste domingo (21) e segunda-feira (22). A próxima edição do festival já tem data marcada: de 11 a 19 de setembro de 2026.

Principais vencedores do 58º Festival de Brasília

 Mostra Competitiva Nacional – Curtas

Melhor Montagem: Laudelina e a Felicidade Guerreira – Milena Manfredini

Melhor Edição de Som: Replika – Piratá Waurá e Helisa Passos

Melhor Trilha Sonora: Paulo Gama (Ajude os Menor)

Melhor Direção de Arte: Rosana Urbes (Safo)

Melhor Fotografia: Daniel Tancredi (A Pele do Ouro)

Melhor Ator: elenco de Ajude os Menor

Melhor Atriz: Laís Machado (Couraça)

Melhor Roteiro: Patri, Marcela Ulhôa, Daniel Tancredi e Yare Perdomo (A Pele do Ouro)

Melhor Direção: Piratá Waurá e Heloísa Passos (Replika)

Melhor Curta (Júri Oficial): Laudelina e a Felicidade Guerreira – Milena Manfredini

Melhor Curta (Júri Popular): Couraça – Susan Kalil e Daniel Arcades

Mostra Competitiva Nacional – Longas

Melhor Montagem: Bruno Carboni (Futuro Futuro)

Melhor Edição de Som: Bruno Alves (Corpo da Paz)

Melhor Trilha Sonora: Haley Guimarães (Corpo da Paz)

Melhor Direção de Arte: Romero Sousa (Corpo da Paz)

Melhor Fotografia: Rodolpho Barros (Corpo da Paz)

Melhor Ator: Murilo Benício (Assalto à Brasileira)

Melhor Atriz: Dhara Lopes (Quatro Meninas)

 

Curta e compartilhe:

Walter Santos

Leia mais →

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *