Após mais de uma década de espera, o Porto do Recife vai receber uma nova dragagem. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, assina nesta sexta-feira (19) o termo que libera R$ 100 milhões do Novo PAC.
A dragagem anunciada pelo ministro não é apenas uma obra de engenharia: trata-se de um movimento estratégico para ampliar a profundidade do canal a 14 metros, permitindo navios maiores e garantindo competitividade frente a outros terminais do Nordeste.
A iniciativa se soma ao edital de arrendamento do Terminal Marítimo de Passageiros, previsto para 2025, que deve atrair até R$ 2,3 milhões em melhorias. A meta é reativar o turismo de cruzeiros, setor que movimenta serviços, comércio e gera empregos em cadeias locais.
Especialistas apontam que a demora na dragagem reduziu a capacidade operacional do Porto do Recife e limitou seu papel na movimentação de cargas. Agora, a expectativa é que produtos como açúcar, grãos e fertilizantes ganhem novas rotas a partir da capital pernambucana.
Segundo o ministro, a readequação dará mais competitividade ao porto e impulsionará a geração de emprego e renda. “Essa dragagem vai colocar o Recife em outro patamar logístico”, afirmou em entrevista à Rádio Jornal.
Expansão e leilões
O Porto do Recife já realizou quatro leilões de terminais de cargas nos últimos dois anos, voltados à modernização da infraestrutura. A agenda prevê novos certames em 2026 para áreas destinadas a granéis sólidos.
Silvio Costa Filho adiantou ainda que o edital do terminal de passageiros deve ser lançado até o fim deste ano, com expectativa de atrair investimentos privados em torno de R$ 2,5 milhões.
O ministro defende que a estruturação do terminal de passageiros pode devolver à cidade protagonismo no turismo marítimo, setor em crescimento no país.

