Todas as capitais do Nordeste registraram aumento na variação mensal da média de preços relativa à locação residencial, de acordo com o Índice FipeZap de Locação Residencial. Os dados atualizados referentes ao mês de agosto, foram divulgados nesta terça-feira (16). A análise foi feita em 36 cidades.
Teresina (PI) teve a segunda maior porcentagem de aumento no mês de agosto, em todo o Brasil – atrás apenas de Brasília (DF) – e liderou o ranking do Nordeste, com variação de +3,08%. Além disso, é a cidade com a maior alta na variação acumulada até agora (+15,20%) e nos últimos 12 meses (+20,48%). Apesar da alta, em relação ao preço de locação residencial, é a segunda menor em valores (25,18 R$/m²).
Já Recife (PE) é a segunda com maior preço de locação residencial do país e a terceira do total de 36 cidades analisadas, com o valor de 60,65 R$/m², índice acima da média do FipeZap.
Aracajú (SE) teve um crescimento de +1,15%, com a segunda menor variação no comparativo dos últimos 12 meses (+3,64). Abaixo dela estão respectivamente no ranking da região: João Pessoa (+1,09%), Natal (+1,06%), Salvador (+0,98%), Maceió (+0,79%) e Fortaleza (0,74%).
Por último, São Luís, que teve uma das menores altas de variação no mês de agosto, registrou +0,50%.
Brasília lidera alta
No cenário nacional, a elevação da variação foi +0,66%. Brasília (DF) foi a cidade que liderou a lista.
No contraponto, Manaus (AM) e Campo Grande (MS) tiveram baixa na porcentagem, segundo análise do Índice FipeZap.

Preço médio de locação
Na categoria de preço médio por locação, além do Recife, São Luís e Maceió ficaram acima da média do Índice Fipezap, com respectivamente 55,48 R$/m² e 52,94 R$/m². Já as demais capitais, Salvador 48,68 R$/m², João Pessoa 45,39 R$/m², Natal 39,65 R$/m², Fortaleza 35,68 R$/m², Aracajú 26,12 R$/m² e Teresina 25,18 R$/m², se mantiveram abaixo do preço médio.
“A locação de imóveis tem se tornado cada vez mais procurada pelas famílias, o que torna esse mercado ainda mais atrativo para investidores, impulsionado pelo crescimento da demanda. Esse movimento ocorre, principalmente, pela perda do poder de compra, somada às altas taxas de juros, que tornam o financiamento imobiliário inviável para grande parte da população”, comenta o advogado Amadeu Mendonça, especialista em Negócios Imobiliários e Planejamento Patrimonial.

