Infra S.A. assume responsabilidades ambientais e fundiárias em trecho da FIOL II, na Bahia

Edital de R$ 507 milhões prevê construção de 35,75 km da ferrovia entre Guanambi e Caetité (BA), com recursos do PAC e apoio da Casa Civil

 

A Infra S.A. anunciou um novo modelo de contratação para as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL II). Pela primeira vez, a estatal assumirá integralmente as responsabilidades ambientais e fundiárias em um trecho de 35,75 km entre os municípios de Guanambi e Caetité, na Bahia.

A medida, considerada um divisor de águas na gestão da empresa, foi detalhada no evento Café com Mercado, realizado nesta sexta-feira (12).

O edital, no valor de R$ 507,1 milhões, conta com recursos assegurados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e apoio da Casa Civil. A iniciativa busca reduzir entraves históricos da obra, ao dar maior previsibilidade ao mercado, segurança jurídica e transparência nas condições de contratação.

Revisão de traçado e medidas de proteção

Segundo a Infra, o redesenho do traçado teve como prioridade reduzir riscos socioambientais. O percurso foi afastado da Barragem de Ceraíma, reservatório que abastece milhares de pessoas na região, garantindo segurança hídrica. Além disso, em áreas próximas à mina de ametistas, foram estabelecidas exigências de técnicas construtivas especiais para evitar danos ambientais e estruturais.

O superintendente de Gestão Ambiental e Territorial da estatal, Bruno Marques dos Santos Silva, afirmou que a decisão reforça o compromisso da empresa com a sociedade:

“Assumir as obrigações ambientais e fundiárias é um gesto de responsabilidade e de respeito. O redesenho do traçado da ferrovia foi feito para preservar vidas e proteger o reservatório de Ceraíma, demonstrando que desenvolvimento e sustentabilidade podem caminhar juntos.”

Obra estratégica do PAC

O projeto da FIOL II é considerado estratégico pelo governo federal, por integrar o interior da Bahia ao Porto Sul, em Ilhéus, e ampliar a competitividade da logística nacional. Representando a Casa Civil no evento, Johnny Lopes, secretário substituto da Sepac (Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento), reforçou a prioridade da obra.

“A FIOL II é a obra ferroviária mais estratégica do PAC. Nosso papel, na Casa Civil, é assegurar o fluxo de recursos para que o cronograma seja cumprido. Esse projeto é emblemático para o Brasil e decisivo para a integração logística do país.”

A previsão é que as obras comecem em meados de 2026.

Sobre a FIOL

A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) é um projeto ferroviário em construção que visa integrar a região oeste da Bahia ao litoral, facilitando o escoamento da produção agrícola e mineral. O empreendimento faz parte do Plano Nacional de Logística e Transportes e conecta-se à Ferrovia Norte-Sul e a outros modais, ampliando a competitividade brasileira e promovendo desenvolvimento sustentável.

Rota Bioceânica

O projeto da FIOL prevê a conexão com a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), na cidade goiana de Mara Rosa. O traçado integra o corredor bioceânico, ligando o Atlântico ao Pacífico — do Porto de Ilhéus (BA) ao Porto de Chancay (Peru) — e abrindo um novo eixo comercial com países andinos e a Ásia. O empreendimento consta no Plano Plurianual (PPA) 2024/2027, com dotação orçamentária garantida.

 

 

* Com informações da Infra S.A

 

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Luciana Leão

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