Da Luciane Monteiro
Do mural de Moisés Moises Bortoletto
A relação de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece ter chegado a um ponto de desgaste. Nos bastidores, a equipe de Trump avalia como desgastada e prejudicial a proximidade com o ex-mandatário brasileiro e seu aliado midiático, principalmente após denúncias de que ambos teriam replicado e fornecido informações falsas em tentativas de influenciar setores políticos e da opinião pública norte-americana.
De acordo com fontes próximas ao círculo trumpista, o ambiente já não é o mesmo. A “cortesia diplomática” que antes existia deu lugar a uma postura mais fria e distante. A prioridade de Trump, não comporta mais os ruídos provocados pelas polêmicas ligadas a Eduarso Bolsonaro e Paulo Figueiredo, que passaram a ser vistos como fontes de instabilidade.
O afastamento evidencia também uma mudança estratégica: a assessoria de Trump quer blindá-lo de qualquer associação com investigações e escândalos internacionais. O presidente norte-americano tem sido alvo de críticas e processos internos, e não estaria disposto a carregar “problemas importados” da política brasileira.
O episódio reforça o isolamento político de Bolsonaro fora do Brasil e fragiliza a narrativa de Paulo Figueiredo como interlocutor privilegiado junto ao trumpismo. Para analistas, trata-se de um divisor de águas, em que cada vez mais figuras internacionais evitam vincular suas trajetórias a lideranças políticas que carregam acusações de fake news, instabilidade democrática e radicalismo.
No fim das contas, o que era vendido como “aliança estratégica internacional” parece se transformar em um constrangimento diplomático, deixando claro que, na política global, a mentira pode até render dividendos de curto prazo, mas cobra seu preço quando a credibilidade entra em jogo.”

